Tecpar, o produtor de vacinas
O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) é o principal centro produtor de vacinas do Estado. Todo ano, os laboratórios estaduais produzem 33 milhões de doses de duas variedades de vacinas, a anti-rábica e a tríplice. No próximo ano, o Tecpar pretende testar a vacina para combater o vírus Hemophilus influenza tipo B, que é o principal causador de meningite no País.
Desde 1970, o Paraná produz vacinas e, nesses quase 30 anos, vem se especializando em novos ramos, participando no desenvolvimento de outros, informa o assessor da coordenação técnica, Júlio Salomão. Há dois anos, o instituto vem desenvolvendo, junto com a Fiocruz do Rio de Janeiro, pesquisa na confecção da vacina da meningite.
Salomão conta que a instituição ganhou notoriedade no País com a produção de vacinas anti-rábicas. Hoje, o Tecpar é o único laboratório que fabrica esta variedade de medicamento, abastecendo todo o Brasil. Por ano, o Ministério da Saúde compra do Estado 25 milhões de doses.
As primeiras pesquisas com as vacinas começaram em 1970, sendo suficientes apenas para a imunização de animais usados pelo governo estadual, pela Polícia Militar, biotérios e outros departamentos. Dois anos depois, por causa dos resultados positivos, o governo inicia produção em escala para abastecimento do mercado local. E, apenas na década de 80, a produção cresce a ponto de se tornar o único centro de produção do País.
Atualmente, estão se desenvolvendo pesquisas para a produção de doses de segunda geração, afirma. Elas seriam fabricadas por cultivo celular, o que é considerado tecnologicamente mais eficiente e puro.
Em relação às vacinas tríplices (difteria, tétano e coqueluche), o Tecpar e o Instituto Butantã, de São Paulo, são os dois centros de pesquisas que produzem este medicamento. Cabe à instituição paranaense a confecção de 8 milhões de doses, contra 16 milhões do centro paulista.
Salomão aposta que, no futuro, o Tecpar deve estimular a confecção de outras variedades de vacinas. Ele acredita que o Ministério de Saúde irá apontar novos campos essenciais para o abastecimento do País. Quando esta política acontecer, prossegue o assessor do instituto, o Tecpar deverá estar preparado já que procura estabelecer parcerias com pesquisadores locais.ArquivoExperiênciaTécnico prepara novas doses no Tecpar: vacinas são fabricadas no Estado desde a década de 70Israel Reinstein





