Tecnologias antigas e novas convivem em Curitiba
O desenvolvimento da tecnologia dinamizou o acompanhamento e a organização do tráfego permitindo, por exemplo, que a sincronia dos semáforos seja modificada até 10 vezes ao longo do dia para desafogar o trânsito nos cruzamentos mais tumultuados. Esses microajustes são feitos a partir de dados repassados à central do Controle de Tráfego em Áreas (CTA), da Diretran, por sensores magnéticos colocados na pista. O sistema, presente em algumas regiões do bairro Batel, faz a contagem dos veículos e informa a velocidade de deslocamento ao longo da quadra, indicando quando há congestionamento.
De acordo com o agente técnico da Diretran, Emerson Barros, nos horários de maior movimento em cruzamentos onde as duas vias têm o mesmo volume de tráfego, um ciclo completo do semáforo dura até 90 segundos, o que corresponde a 40 segundos de sinal vermelho em cada ciclo. Durante a madrugada, das 23 às 6 horas, o mesmo cruzamento tem o tempo do ciclo reduzido para 60 segundos, com 25 segundos de sinal vermelho.
No centro da cidade, essas mudanças de ciclo são feitas com mais frequência dependendo dos períodos de maior movimento ao longo do dia. E a sensação do motorista de que às vezes o sinal vermelho dura muito mais do que 40 segundos não é apenas uma impressão. Quando o sinaleiro passa por uma mudança de ciclo pode ocorrer um atraso enquanto a sincronia é reprogramada.
Segundo Barros, esse atraso é observado principalmente nos cruzamentos do Centro porque eles ainda são operados pelo sistema mais antigo. ''Nesse sistema o microprocessador é mais lento e isso gera uma instabilidade que faz o vermelho durar mais tempo a cada mudança de ciclo'', explica o agente técnico. Para o comandante do BPTran, tenente coronel Jorge Costa Filho, também falta preparo do motorista. ''Nosso motorista é ruim, são 25 mil acidentes por ano. Quando o sinal está verde ele demora para arrancar e depois tentar aproveitar o amarelo'', aponta o comandante.
O sistema Philips implantado em 1977 passou por uma modernização em 1990 e continua em operação. É ele que controla os cruzamentos da região central de Curitiba. Em 1992, entrou em operação o segundo sistema em atividade, chamado Tesc. O terceiro sistema utilizado hoje pela Diretran, o Antares/Datapron, foi instalado em 1995 e controla em tempo real tudo o que acontece nos 225 semáforos controlados por ele. Recentemente, alguns cruzamentos localizados em bairros mais distantes do Centro começaram a operar sem cabos, com tecnologia GSM. (D.R.)





