Tecnologia para vestir
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terça-feira, 26 de agosto de 2014
Michelle Aligleri<br>Reportagem local 
Celulares à prova dágua, relógios inteligentes, óculos com realidade virtual, notebooks que viram tablets. Tudo isto já é realidade e está disponível no mercado. As novidades tecnológicas ganham espaço a cada dia e são atualizadas a uma velocidade impressionante. As grandes empresas produtoras de tecnologia estão sempre se atualizando e lançando equipamentos inovadores que são consumidos a uma velocidade recorde pelo público. A sensação neste ano são os smartwatches, relógios produzidos para serem usados sempre junto com o smartphone. Junto com esse produto surge o conceito de "tecnologia para vestir". De acordo com o empresário na área de desenvolvimento de software, Pedro Casagrande, as empresas estão cada vez mais produzindo acessórios que podem ser usados como vestimenta a fim de facilitar ainda mais a interação das pessoas com os produtos tecnológicos.
Casagrande acrescenta que o smartwatch foi desenvolvido para que as pessoas possam interagir sem precisar tirar o celular do bolso. "Este relógio pisca ou vibra houver alguma mensagem para o usuário e a pessoa decide se vai dar uma resposta rápida pelo próprio relógio com poucos cliques ou se vai pegar o celular para responder", explica.
Outro produto desenvolvido com o mesmo propósito de tecnologia para vestir e que deve ganhar espaço é o Google Glass. O óculos lançado pela gigante de buscas permite, entre outras coisas, ficar conectado e explorar recursos interativos como a realidade aumentada. Conforme Casagrande, o produto é um óculos conceito que serviu para mostrar ao mundo as possibilidades de interação por meio deste tipo de dispositivo. "Apesar do Google ter posto o produto à venda, eu considero o preço de US$ 1.500 muito alto para as aplicações práticas atuais, que ainda são limitadas", afirma.
Outros produtos inovadores surgiram recentemente para resolver problemas do usuário, como os notebooks conversíveis que podem ser usado como computadores ou tablets. "Em pouco tempo não teremos mais diferencial do que usamos no computador, no tablet e no celular, por exemplo. Atualmente há um aplicativo para celular, um outro para tablet e um terceiro para computador, a proposta das indústrias é unificar isso", destaca. Para ele, os computadores que podem ser usados como tablet são o início desta convergência.
Mais do que usar os mesmos aplicativos, Casagrande salienta que a tendência é que os equipamentos eletrônicos "conversem" entre si. "O celular, o computador, o relógio devem ter as mesmas informações e aí já começamos a falar dos carros, tudo vira dispositivo e o computador passa a estar em todos os lugares e ao mesmo tempo não é necessário que a pessoa dê atenção integral para ele", ressalta.
As impressoras 3D são outra inovação que devem mudar o conceito de compra atual. Ganhando cada vez mais espaço, essas máquinas são capazes de imprimir alguns tipos de produtos e futuramente podem trazer para a casa do usuário, o que está sendo anunciado pela televisão. "A proposta é que a pessoa possa comprar diretamente pela TV o produto do comercial e imediatamente a impressora 3D doméstica começará a imprimir o objeto em questão", detalha.
Além destas tecnologias que devem mudar cada vez mais a interação entre as pessoas e a forma de lidar com os problemas cotidianos, há ainda muita novidade na área de entretenimento, como óculos com dispositivos de realidade virtual e os drones que já são uma sensação fora do Brasil e podem ser utilizados para diversos fins. A verdade é que o domínio da tecnologia abre possibilidades infinitas de produtos e os lançamentos quase diários dessa indústria reforçam a questão.







