Tecnologia para aumentar os lucros
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de março de 2011
Mie Francine Chiba <br> Reportagem Local <br> 
Investimento em tecnologia e mão de obra é a receita para o crescimento, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Nelson Poliseli. ''Não podemos parar no tempo. O mercado exige crescimento. E para ter crescimento, é preciso investir em tecnologia e qualidade da mão de obra.''
Segundo ele, principalmente depois da criação da Movelpar, o móvel de Arapongas ficou mais conhecido, obrigando as empresas a acompanhar a evolução do mercado e a melhorar o maquinário na indústria. Este movimento começou há 15 anos, mas melhorou no ano passado com o reestabelecimento do mercado depois da crise, quando houve aumento de 8% a 10% no faturamento das empresas.
''Com isso, as fábricas investiram muito na qualidade, na aparência do produto, sem aumentar os custos. São máquinas importadas, de qualidade, para melhorar o produto'', ele continua.
O presidente do Sima não soube dizer quantas das 708 indústrias do polo insvestem em tecnologia, nem o valor aplicado, mas assegura que a grande maioria - médias e grandes empresas - já opera com alta tecnologia, enquanto as menores aumentam os investimentos na área.
Poliseli dirige a Poquema, fábrica de kits para cozinha voltados à classe B. Investiu, nos últimos anos, R$ 2 milhões em três máquinas, entre coladoras de bordos e furadeiras. Como resultados, ele cita melhor rendimento, qualidade dos produtos e qualificação de funcionários.
Direto da Europa
Em 2010, a Colibri investiu mais de 5 milhões de euros em máquinas alemãs, equipamentos e software para modernizar o processo de produção. ''O investimento se fez necessário porque hoje a concepção do produto é totalmente automatizada'', explica o gerente-executivo de mercado da fábrica, Marco Aurélio Kumura.
Isso quer dizer que todo o portfólio da empresa fica armazenado no sistema, que faz o reconhecimento automático do produto e traduz, para as máquinas, os ajustes necessários.
A vantagem é o ''setup zero''. O operador não gasta mais tempo fazendo os ajustes para o funcionamento da máquina. Um exemplo disso pode ser visto no centro de furação. Enquanto na máquina manual o operador precisa ajustar o sistema e trocar as brocas entre as de diferentes tamanhos manualmente, os modelos mais modernos reconhecem a peça e ajustam o tamanho das brocas automaticamente.


