Nos anos 1990, as escolas de informática se espalharam pelo Brasil na mesma velocidade em que as de datilografia fechavam as portas. Em pouco mais de duas décadas, as mudanças tecnológicas foram grandes e rápidas. Software passou a ser palavra batida nas empresas. Surgiram as salas com a inscrição "TI", de Tecnologia da Informação. Dali saem soluções que ajudam a aumentar vendas, gerenciar fluxo de clientes, organizar cadastros e, cada vez mais, melhorar o controle e a qualidade ambiental de diversos segmentos econômicos.
"A TI, com certeza, tem soluções importantes para o desenvolvimento ambiental. É, inclusive, uma boa oportunidade de negócios para o nosso ramo.", comenta Pedro Casagrande de Campos, presidente do Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação de Londrina e Região.
Mestrando em Engenharia de Edificações e Saneamento na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Caio Dalla Zanna se associou ao empresário Fabiano Furlan para desenvolver um software – batizado de Waste Manager – voltado ao gerenciamento de resíduos da construção civil. O projeto começou em 2010, de olho no incremento das legislações que regulamentam a destinação de resíduos sólidos.
O Waste Manager está em fase de homologação em parceria com a construtora Plaenge e o mestrado da UEL. Em linhas gerais, o software faz o controle da destinação do resíduo gerado em uma obra, registrando e documentando a quantidade de cada tipo de resíduo, a correta separação e o acompanhamento da destinação, com o registro do transportador e da empresa que o recebeu.
"Assim, a empresa atende integralmente a legislação e passa a ter, na ponta do lápis, os números de quanto gerou de resíduos e o quanto gastou com transporte e destinação. Isso ajuda na tomada de decisões para menor geração e possibilita acompanhar a destinação do resíduo certo para a empresa certa.", enfatiza Dalla Zanna. "Vale lembrar que o município de Londrina tem mais de 200 pontos irregulares de descarga de resíduos sólidos."
O software faz integração com rastreadores de GPS, dando a certeza de que o caminhão que pegou o resíduo da construtora seguiu para o local correto, evitando, inclusive, passar perto de áreas de risco, como fundo de vales.
Para o gerente de engenharia da Plaenge, Rogério Cardoso, contar com uma ferramenta tecnológica que auxilia na gestão dos resíduos é motivo de comemoração. "Tenho a certeza de que teremos excelentes resultados."

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