Imagem ilustrativa da imagem Tecnologia e agilidade no campo



Imponentes, elas chamam a atenção não só do homem do campo, mas também de outros públicos que visitam a 57ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. As concessionárias de máquinas agrícolas trouxeram para a feira desde colheitadeiras e pulverizadores, até linhas de tratores para pequenos produtores com preços especiais.

O gerente do departamento de vendas e da área administrativa da Dimasa, que representa a Massey Ferguson, Alexandre Rodrigues Simão, disse que um dos destaques do estande este ano é a colheitadeira MF 9795 Axiel, com plataforma draper, de 35 pés, e motor com potência de 450 cavalos, equipado com tecnologia que atende o MAR-1 (Máquinas Agrícolas e Rodoviárias – Fase 1) do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores. A máquina é comercializada por R$ 1,2 milhão e é voltada para grandes propriedades.

Os tratores da linha 4200 da Massey Ferguson, de 75, 110 e 130 cavalos, usados para puxar a plantadeira, preparar o solo, e na pulverização, custam entre R$ 102 mil e R$ 190 mil. Também está em exposição o pulverizador autopropelido MF 9130, de R$ 720 mil, que vem com GPS, piloto automático e sensor de nivelamento das barras. A expectativa da Dimasa, segundo Simão, é ultrapassar R$ 1 milhão em vendas até amanhã.

Máquinas equipadas com alto rendimento, qualidade de grãos, piloto automático, além de conforto ao operador são apresentadas nos estandes das empresas presentes à feira
Máquinas equipadas com alto rendimento, qualidade de grãos, piloto automático, além de conforto ao operador são apresentadas nos estandes das empresas presentes à feira | Foto: Fábio Alcover



A John Deere trouxe ao Ney Braga o lançamento da marca, a colheitadeira de rotor S430, com plataforma de 22 pés e motor com tecnologia que se enquadra no MAR-1. "Ela oferece qualidade de grão, menos perda de produção, mais agilidade nas manobras, e economia de combustível", aponta o supervisor de vendas da Horizon, João Joaquim Junior. O custo da máquina é de R$ 525 mil.

Segundo Joaquim, os tratores da série 6J foram totalmente modificados interna e externamente. "Eles possuem piloto automático e chassi tubular, que dá mais conforto para o tratorista e vida útil à máquina", explicou o consultor estratégico de negócios da Horizon, Guilherme Cícero. Os preços dos tratores variam de R$ 175 mil a mais de R$ 700 mil, dependendo dos itens opcionais. A Horizon também trouxe ao parque o trator 5078, que está incluso no programa Mais Alimentos e é voltado ao pequeno produtor. Ele pode ser adquirido a partir de R$ 76 mil.

O pulverizador autopropelido 4630 da John Deere vem equipado de fábrica com piloto automático e controlador de seções das barras, de 24 metros de largura. Com motor de 165 cavalos e suspensão pneumática, a máquina agora é produzida no Brasil e comercializada por cerca de R$ 690 mil. Quatro lojas da Horizon estão presentes na ExpoLondrina e a expectativa é que, juntas, vendam R$ 25 milhões.

A Agricase, representante da Case IH, trouxe para a feira a colheitadeira Axial-Flow 6130. Com plataforma de 35 pés e motor de 326 cavalos, a máquina oferece alto rendimento, qualidade de grãos, além de custo de manutenção reduzido, segundo o gerente comercial da empresa, Marco Aurélio Marrafon. "Ela possui tecnologia embarcada de agricultura de precisão e piloto automático", acrescenta. Custa, em média, R$ 900 mil.

A Case HI também possui uma linha de tratores voltada ao pequeno produtor e que se enquadram no programa Mais Alimentos. Os modelos, segundo Marrafon, garantem baixo consumo, conforto operacional, pouca manutenção e versatilidade. Custam de R$ 120 mil a R$ 140 mil. Já o pulverizador autopropelido da marca vem com piloto automático, desligamento automático de sessão, é de fácil operação e alto rendimento. "É o equipamento mais usado pelo produtor na lavoura", lembra. É vendido, em média, por R$ 580 mil.

As revendas mantêm parcerias com as instituições financeiras que operam dentro da feira. À reportagem, todos os representantes das concessionárias afirmaram que a procura e movimentação está boa, mas o produtor rural está mais cauteloso este ano, principalmente, por causa do baixo preço das commodities.

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