Assim como despontou com o `ouro verde`, Londrina conquista agora, com o `grão de ouro`, um novo título e tão importante quanto o de 30 anos atrás. O de Capital Tecnológica da Soja. Está na cidade, o maior número de pesquisadores de soja do mundo concentrados num único centro de pesquisa - a Embrapa/Soja, exportando tecnologia para países de todos os continentes.
A idéia surgiu de um grupo de entidades londrinenses e do Paraná, como Secretaria Municipal de Agricultura, Paraná Turismo, Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), Londrina Convention Bureau, UEL, entre outros, que já iniciaram a campanha de divulgação da nova identidade da cidade.
Anunciada no final de fevereiro durante a 7ª Conferência Mundial de Pesquisa de Soja, 4ª Conferência Internacional sobre Processamento e Utilização da Soja e do 3º Congresso Brasileiro de Soja (realizados em Foz do Iguaçu e presididos pelo pesquisador Flávio Moscardi, da Embrapa/Soja), esta campanha tem como objetivo captar R$ 500 mil, em dois anos, para produção de anúncios publicitários, criação de selos para estabelecimentos que vendem produtos de soja, cursos de culinária, treinamento de chefs de cozinha, estímulo ao uso da soja na comunidade, fomento aos eventos da soja e concursos de receita para criar um prato típico na cidade.
A campanha coincide com os 30 anos da Embrapa em Londrina
(abril de 1975), fundada para viabilizar o cultivo da soja no Brasil. Pois, até então, a produção restringia-se à região Sul do país e as cultivares utilizadas na época eram trazidas dos Estados Unidos. "A Embrapa é referência mundial da soja em regiões tropicais", confirma o pesquisador Flávio Moscardi. "Nossos cultivares são plantados em vários países da África, Ásia e América Latina, aos quais damos consultoria", informa, acrescentando que foi a tecnologia brasileira, desenvolvida em Londrina, que quebrou a barreira do cultivo da soja apenas em clima temperado.

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