A professora de Educação Física Sônia Borghesi sempre foi apaixonada por esportes. Fera no atletismo, só não deu prosseguimento às competições profissionais porque o pai desaprovava. Aposentou-se como professora da área e continuou no meio esportivo com um novo foco de atuação: a venda de roupas de ginástica.
  Visitando uma feira em São Paulo, no início da década de 90, descobriu os agasalhos de microfibra, novidade na época em que os conjuntos de moletons cumpriam essa função. ‘‘Eu odiava. Eram largos e deformavam a silhueta’’, lembra.
  Comprou uma boa quantidade de peças e trouxe para Londrina. ‘‘Vendi tudo em 10 dias’’, conta. Pouco tempo depois, a fábrica que produzia os agasalhos começou a ter dificuldades. Foi quando o filho de Sônia, que acabara de terminar especialização em Finanças na Faculdade Getúlio Vargas, propôs a abertura do negócio.
  O nome veio da cidade italiana Lucca. ‘‘Começamos sozinhos. Eu desenhava e cortava; fiz todos os cursos possíveis’’, relata. Ao ter mais intimidade com o público-alvo, Sônia descobriu que as pessoas quase não usavam para a prática de esportes, mas principalmente para os momentos de lazer.
‘‘É uma roupa perfeita para viajar: prática e versátil, pois não amassa, não estica e não deforma’’, observa. Tudo por conta dos tecidos inteligentes que, entre outros atributos, são impermeáveis e permitem que a pele respire. Atualmente com 30 funcionários, incluindo um estilista formado pela UEL, a empresa produz também a linha casualwear, mantendo o estilo descontraído da marca.
  Além de atender a loja em Londrina, a produção da Lucca Sportswear é voltada para multimarcas da região e outros Estados. A empresa foi um dos cases exibidos pelo programa ‘‘Empreendedores do Brasil’’, que foi ao ar este ano no canal Futura. (R.V.)

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