O teatro é uma das atividades preferidas pelos educadores na hora de complementar o ensino regular. Como mexe com vários sentidos, da percepção espacial à expressão corporal, a representação teatral é considerada uma das mais completas formas de ‘‘soltar’’ a criança.
Segundo Adriana Seiffert, coordenadora de cursos infantis, o teatro pode mostrar à criança que ela PODE. No contato com outras crianças, aprende-se a respeitar o outro e a demonstrar sentimentos usando o corpo, a voz, a inteligência e a intuição.
Renato Perré, do Museu Arteiro, acredita que os jogos dramáticos - que se diferenciam das peças teatrais por não terem platéia - provocam reações notáveis nos pequenos. Filmados durante todo o tempo, os aluninhos do Arteiro assistem e comentam, nos quinze minutos finais de cada ‘aula’, seu desempenho em cena. Posturas como falar alto demais, atrapalhar os colegas ou ficar timidamente num canto são avaliadas pelas próprias crianças, que procuram, com a orientação do professor, identificar comportamentos e entender reações.
Já no Liceu de Artes, que funciona no Parque São Lourenço, o trabalho da Oficina de Teatro envolve jogos, improvisações, leituras e criação de textos. Os aprendizes de atores se dividem em turmas de 7 a 12 anos e de 14 a 18 anos, e os cursos são periódicos.
Em todas as propostas, nas várias escolas, o objetivo é fazer com que a criança perceba o mundo à sua volta, sensibilizando-a para a arte e para a convivência com outras pessoas. Tudo isso como uma gostosa brincadeira na hora do recreio, recheada de criatividade e liberdade de expressão artística. ‘‘O Museu Arteiro é um quintal de auto-expressão’’, resume Kusum Verônica.

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