Taturana ataca na cidade porque é empurrada pelos desmatamentos
Arquivo FolhaPoder de fogoA taturana expele uma toxina que pode ser fatal quando tocadaAs lagartas lonomia, também chamadas taturanas, orugas ou lagartas-de-fogo, características da zona rural, estão vindo para a cidade empurradas pelos desmatamentos feitos pelo homem. Elas têm o corpo esverdeado e coberto de espinhos, chegam a medir 7cm de comprimento e são larvas de mariposa.
A principal diferença entre a letal lagarta lonomia e as outras é que a primeira apresenta espinhos (semelhante a um pinheirinho) que contém uma poderosa toxina. Esse veneno, em contato com a pele, pode causar desde pequenas irritações até hemorragias graves que podem levar à morte.
Os sintomas do envenamento são irritação na pele seguida de dor e desconforto geral. De 1 a 72 horas depois do contato podem aparecer sangramentos em várias partes do corpo, principalmente em ferimentos recentes. Em caso de contato com a taturana não hesite: procure socorro médico imediatamente.
Essas lagartas vivem em grupo, fixadas em árvores, e sua aparência quando amontoadas é de um tronco parasitado. Portanto, elas são de maior risco para quem trabalha ou vive na área rural.
A prevenção deve ser feita principalmente através da cobertura do corpo com roupas apropriadas ao trabalho no campo ou no jardim - camisa de mangas compridas, bota e luvas. E evitar encostar em troncos de árvores ou ter contato com a vegetação.
Caso fatalA Folha registrou, em 17 de julho deste ano, o caso fatal com uma lonomia obliqua, espécie rara de taturana no Norte do Paraná. Foi a morte do estudante Rogério Martins Monteiro, em Tamarana (a 80 Km de Londrina). No dia 8 anterior, o rapaz estava no pomar da Fazenda Santa Helena, localizada na Serra do Arreio, e esbarrou num grupo de 15 lagartas, segundo a família.
No mesmo dia, ele sentiu a pele queimando, fortes dores de cabeça e também no braço atingido. Na manhã seguinte a família o levou ao hospital de Tamarana e, dali, para o Hospital Universitário de Londrina, onde ele chegou em estado de coma e hemorragia cerebral.
A identificação da lagarta foi feita pelo Centro de Informações Toxicológicas do HU. A reação do veneno no corpo do estudante, segundo os cientistas, foi fulminante - característica da espécie de taturana que o atacou.CUIDADOS





