Pais compreensivos e filhos descolados. Este é o perfil de uma animada turma de classe média curitibana, onde todos os integrantes menores de 18 anos possuem pelo menos uma tatuagem ou um piercing.
‘‘Foi meu pai quem me levou para fazer’’, conta a estudante Mainara Jonsson, 17 anos. Ela fez uma bela tatuagem no tornozelo aos 13 anos e aos 16 cravou um piercing na sobrancelha esquerda. ‘‘Se meus pais não concordassem, eu teria feito de qualquer jeito’’, avisa.
Sua colega de colégio, Liana Oliveira, 15 anos, também foi acompanhada pelo pai quando decidiu perfurar o umbigo com uma argolinha. ‘‘Não concordo com esta lei porque isto é uma opção pessoal. Além do mais o piercing pode ser retirado a qualquer momento’’.
O estudante André Luis Nisgoski, 17 anos, tem quatro tatuagens nas pernas e braços. ‘‘Fiz a primeira com 13 anos e acho que o menor pode fazer. O que não pode é ser discriminado pela sociedade, na hora de arranjar emprego, por exemplo. Ter tatoo é ter atitude!’’

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