O Tamagoshi é uma criatura temperamental. De tempos em tempos, o bicho fica com fome e apita. Quando quer brincar, também apita. Estes pedidos já vem programados e o dono não os comanda: não tem outra alternativa senão atendê-los. O único controle que pode ser exercido sobre o mascote eletrônico é quanto ao seu ciclo de sono. Isso faz com que não seja nem um pouco aconselhável carregá-lo para a aula, mas as crianças não conseguem desgrudar do brinquedo. Por isso, já são proibidos em muitos colégios.
Segundo a supervisora educacional do Colégio Anjo da Guarda, um dos que adotou a proibição, a medida foi necessária. ‘‘Estamos passando por uma luta séria contra essa mania, que tira a atenção dos alunos’’, diz Beatriz Follador. ‘‘As crianças dizem que não é um brinquedo, e sim um bicho que precisa ser cuidado. Mesmo sabendo que é proibido, algumas continuam trazendo os Tamagoshis escondidos’’. Causar desatenção não é o único problema apontado pela orientadora educacional. ‘‘Não é saudável as crianças transferirem tanta afetividade para uma máquina. Elas não podem levar a brincadeira a sério demais’’.

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