Há o impulso do setor imobiliário em 1984, creditado à "síndrome de segurança" – gente sentindo-se melhor em apartamento no alto – e à mudança episódica na renda dos agricultores, que viram a saca de soja passar de 3.500 cruzeiros para 23.000 de uma safra para outra. Mas também o algodão surpreendeu, de 2.149 cruzeiros a arroba para 14 mil. A diversificação agrícola já é um novo fator de prosperidade, paralelamente ao polo de serviços em expansão.

E o café da região, embora representando apenas 15,58% da produção nacional – o Paraná é o terceiro produtor –, se mantém referência: 80% da produção estadual passam por Londrina, a segunda praça comercializadora do país, que recebe também parcelas de Rondônia e de Minas Gerais. Raro é o dia em que os negócios não atingem 100 mil sacas.

"Desde 1951, Londrina é a última cidade onde a crise chega e a primeira de onde a crise sai", afirma em 1984 o prefeito, Wilson Moreira.

Redescubra os fatos marcantes dos anos de 1954 a 1963 da jovem cidade de Londrina, na Linha do Tempo da FOLHA.
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