Apesar de ser proibida a distribuição de ‘‘santinhos’’ no dia de votação, a cidade de Curitiba amanheceu com ruas sujas. A panfletagem partidária começou ainda de madrugada. A tática mais comum utilizada por cabos eleitorais foi jogar a propaganda em frente às zonas eleitorais, na esperança de arrebanhar os votos dos indecisos. A oferta direta de volantes foi flagrada por alguns eleitores e denunciada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A ação é caracterizada como crime eleitoral de boca-de-urna, de acordo com a lei 9504/97.
  De pé desde cedo, às 8 horas, o lixeiro José Coelho já havia recolhido quatro sacos de 100 litros de papéis de campanha na área da Reitoria da Universidade Federal do Paraná, no centro da cidade. ‘‘Comecei às 7 horas e tive muito trabalho porque as ruas estão molhadas e o folheto agarra no chão’’, comenta o funcionário público, que está pela terceira vez na função de limpar a sujeira provocada no dia da votação.
  Segundo a assessoria de imprensa do Departamento de Limpeza Pública de Curitiba, desde as duas da madrugada de domingo, cerca de 500 funcionários estariam recolhendo a sujeira das ruas provocada por propaganda até às 22 horas do mesmo dia. O lixo coletado será periciado para verificação dos infratores e na seqüência, encaminhado para uma instituição de caridade a fim de ser reciclado.

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