Sucesso no karaokê
A bancária Lúcia França, 41 anos, sempre gostou de cantar. Achava sua voz suave, porém sentia que faltava força. Procurou uma professora de canto e teve aulas por alguns meses. Desistiu por não perceber qualquer tipo de progresso.
Cléia Delicoli, 38, é coordenadora de marketing de uma empresa. Também tinha, lá no íntimo, o desejo de soltar a voz. A convite de um amigo, entrou para um grupo vocal que se apresenta em missas, nos fins de semana. Ainda assim, sentia-se insegura.
As duas são alunas do ''professor dos desafinados'' e estão, literalmente, descobrindo a própria voz. ''Não me achava capaz sequer de ter aulas'', confessa Cléia, que conheceu Valente por indicação. Para ela, cantar bem era sinônimo de cantar alto. Estava errada, claro.
Mas o que pegava mesmo era a confiança. Ou melhor, a falta dela. ''O que mais trava, no fim das contas, é não acreditar'', afirma. Hoje, Cléia se diz mais à vontade para cantar e até gravou um CD com o grupo.
Mais despretensiosa, Lúcia decidiu procurar Valente após ver um anúncio de suas aulas na televisão. Depois de três meses de encontros semanais, já sente uma evolução. E revela: testou suas novas habilidades num karokê.
Cantou as baladas ''On My Own'' (Nikka Costa) e ''Ben'' (Michael Jackson). Foi aplaudida e elogiada. Mas perdeu uma parceira de cantoria. ''Minha amiga disse que não vai mais cantar comigo, porque minha voz está muito forte'', conta, toda orgulhosa. (O.G.)





