De acordo com a Abeme, mais de 50 mil pessoas são empregadas no mercado da sensualidade. Número este que não computa os milhares de profissionais que trabalham de forma independente, como as ''sacoleiras'' de produtos eróticos, que levam as mercadorias nas casas dos clientes, e as orientadoras sexuais, que, de forma descontraída, ensinam técnicas de sedução e a manusear acessórios eróticos.
Com uma bela roupa, cabelo e maquiagens devidamente produzidos, Selma Gaspar de Souza dá início a seu trabalho. Nessas reuniões, geralmente chás de lingerie, leva sua maleta vermelha com vários acessórios, cosméticos e últimos lançamentos. ''Explico desde a utilidade de cada um, como faz para usar até a higienização. Falo ainda sobre técnicas de sedução, massagens eróticas, pompoarismo e tudo o que envolve o sexo prazeroso, como toques e carícias'', resume a profissional. As visitas são cobradas por hora, que custa R$ 100,00. Já os apetrechos são à parte.
Fora dos padrões da mídia, como ela própria se define, a orientadora diz que acaba sendo inspiração para as mulheres com as quais conversa. ''Como estou acima do peso estipulado pela sociedade, tenho 42 anos e um marido 13 anos mais jovem, as mulheres ficam impressionadas com minha naturalidade e desenvoltura. Digo que para ser sensual não precisa ser capa de revista ou agir como atriz de filme pornográfico'', comenta.
Ao contrário do que muitas imaginam, Selma garante que não precisa de muita coisa, pois a criatividade é a chave para um relacionamento harmonioso. ''Não há necessidade da mulher ser vulgar para ser sensual'', destaca. (M.T.)

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