Status de joia ou roupa de grife
Assim como uma joia ou um vestido de grife, alguns leques eram passados como uma herança valiosa de mãe para filha. As mulheres costumavam ter muitos deles para o dia-a-dia, mas era costume mandar fazer um unicamente para as ocasiões mais especiais.
Assim como a bengala para os homens, o leque nem sempre tinha uma serventia ou estava associado ao calor. "Não era tanto para se abanar. Ele continuava junto às damas até durante o inverno rigoroso europeu. Eu sou uma defensora do leque. Torço para que um dia as mulheres voltem a usar esse objeto que emana tanta elegância e sensualidade", opina Eliana Moro Réboli, organizadora da mostra.
Na exposição com a temática do leque, alguns deles são de importância histórica para a sociedade brasileira e paranaense. Entre eles, um grande leque branco que pertenceu a dona Flora Munhoz da Rocha, primeira-dama do Paraná, datado do séc XIX e, muito provavelmente, herdado de sua família. Outro foi feito especialmente para o baile de recepção do imperador Dom Pedro II, em Curitiba, no ano 1880.
Para Eliana, a mostra deve interessar as mulheres como um todo, bem como estudantes e pesquisadores justamente por ilustrar a evolução social pela qual as sociedades passaram nos últimos séculos. "Cada leque remonta uma época inteira", conclui. (M.R.M.)





