Elas são presença indispensável em apartamentos de alto padrão e ocupam lugar de honra em algumas residências. Sonho de consumo de muitos, as banheiras valorizam o imóvel, mas dependem de um projeto bem feito para ter funcionalidade. Instalar o chuveiro em cima, de forma que obrigue o usuário a tomar banho em pé na banheira, é uma das opções condenadas pelos arquitetos.

"Eu não recomendo, tem muito risco de acidente", diz o arquiteto Clóvis Bohrer, destacando que essa arquitetura é mais comum na Europa e sobrevive em alguns países influenciados pelo antigo continente, como a Argentina. Por aqui, apartamentos que contam com mais de uma suíte terão, certamente, banheira na principal, por questões comerciais. Embora nem todos usem, a presença do equipamento valoriza o imóvel na revenda, segundo o arquiteto.

Na opinião de Bohrer, insistir em instalar banheira em um ambiente pequeno não compensa o custo-benefício, já que o uso não é frequente. Nestes casos, ele recomenda ampliar o espaço dedicado ao box, de uso diário. O arquiteto Bruno Valença, da Artenge, reforça que as banheiras e o chuveiro devem ocupar espaços distintos dentro do ambiente.

"Eu geralmente não faço com chuveiro em cima porque é perigoso escorregar. O ideal é separar as áreas, porque a banheira é aquele momento de relaxamento, e o chuveiro é o dia a dia", defende. Segundo Valença, existem opções no mercado para vários tipos de necessidade e bolso. É possível escolher modelos para uma, duas, até dez pessoas, mais voltadas para spas. O material escolhido para a banheira também irá impactar no custo. O arquiteto pode, por exemplo, optar por projetá-la em mármore. Já no mercado, existem as de fibra de vidro, gel e de acrílico moldado; esta última tem valor entre 10% e 15% mais alto, de acordo com Valença.

"A hidromassagem, os jatos, o acionamento de registro de água na banheira, o travesseiro, também são acessórios a mais que encarecem", explica o arquiteto. Maria da Cruz, da Casa das Banheiras, em Londrina, diz que os preços das banheiras parte de R$ 3,2 mil, em média, e que vários acessórios podem acrescer neste valor.

"O preço final depende do que vai colocar, porque pode adicionar cromoterapia, air blower, ozônio; dependendo dos equipamentos, tem até que aumentar a potência da motobomba ou instalar duas", relata.

OPÇÕES
Segundo Maria, a loja oferece mais de 300 modelos de banheira em acrílico ou gel, sendo este último de preço mais acessível por exigir um pouco mais de manutenção. Ela explica que a gordura que sai do próprio corpo durante o banho acaba por sujar a banheira e prejudica o gel mais rápido que o acrílico.

Para limpar, nada de esponja de aço ou sabão em pó. "Tem de lavar com detergente neutro e, para manter o brilho, aplicar cera de carro mesmo", orienta. A peça, segundo ela, desperta o interesse de um público variado. Os tamanhos de banheiras para uso em residências variam de 1,10 metros até 2,24 metros, para casal.

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Democrático, o assessório não se restringe ao banheiro, mas em áreas como varandas e jardins da residência para uso de mais pessoas, como o spa My Place da Axell Hidrossistemas
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| Foto: Fotos: Divulgação
Alguns modelos, como a Barcelona, da Doka Bath Works, garantem flexibilidade por ser freestanding, que não precisa de alvenaria e pode ser colocada em qualquer lugar do ambiente
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