Somos todos estudantes a distância
Stavros Xanthopoylos, vice-diretor do Instituto de Desenvolvimento Educacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV) - instituição pioneira na modalidade EaD no País -, acredita que entre três e quatro anos o ensino a distância irá predominar nos grandes centros, onde a tecnologia viabiliza o uso constante da internet. Para ele, as gerações atuais captam com facilidade o método de ensino a distância e não se ressentem da ausência de encontros presenciais, em virtude das ferramentas disponíveis e possibilidades de interação existentes. "Hoje, somos todos estudantes a distância. Se você tem uma dúvida, vai ao Google, ao chat, lança perguntas nas redes sociais", exemplifica. Até mesmo a difícil questão da mobilidade favorece esta modalidade, segundo Xanthopoylos. "Para chegar a uma universidade, a pessoa tem que sair do trabalho às 4h30, então, porque não ficar no local e estudar pelo computador". O vice-diretor destaca, ainda, que a aceitação do ensino a distância tem aumentado, a exemplo de países como Alemanha e Canadá, e destaca os cuidados necessários na escolha da instituição. "Tem que ver se é autorizada pelo MEC, falar com ex-alunos; não confiar em preços muito baixos, que comprometem a qualidade", previne. E tece elogios aos alunos da modalidade: "São mais focados, mais disciplinados e, por lerem muito, têm comunicação melhor".





