SOM NA CAIXA Reprodução Escassez de referências
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quarta-feira, 09 de maio de 2007
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Os Arctic Monkeys são a banda que melhor representa a juventude britânica dos anos 2000. Só que, assim como os péssimos Happy Mondays traduziram como ninguém a cabeça vazia da pirralhada inglesa no início da década de 1990, a ''representatividade'' dos Monkeys não tem lá muito mérito.
Os moleques da banda vivem para a internet e a vida noturna. Falam, se vestem e se comportam como o seu público. Para eles, ''Is This It'', dos Strokes, e ''Up The Bracket'', dos Libertines, têm mais valor do que as discografias completas de Smiths e Beatles somadas.
Essa escassez de referências se traduz na música: ''Favourite Worst Nightmare'' (Domino - importado), novo disco dos Monkeys, recorre a letras metidas a espertinhas, riffs sem criatividade (alguns lembram o Charlie Brown Jr), melodias previsíveis. Se há alguma novidade em relação ao primeiro álbum, é o realce na faceta dançante do quarteto, destacada na produção. Afinal, a banda não quer se sentir desconfortável diante do hype do último semestre - a famigerada new rave.
Para manter a badalação pelos próximos quatro meses, é o suficiente. Para entrar para a história, é muito pouco. Mesmo nos momentos mais vertebrados (''505'', ''Fluorescent Adolescent'') os Monkeys não convencem quem tem idade mental superior a 25 anos.


