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PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Lobão se cercou de um discurso para lançar seu ''Acústico MTV'' (Sony BMG): as grandes gravadoras eram ruins, mas mudaram. ''Acústico MTV'' era apelação, agora é legal. Disco independente é bacana, mas não dá retorno. Jabá? Se a música que está tocando no rádio não ''ofende''... Não deve ser mesmo fácil para uma pessoa relativizar quase tudo que pregou nos últimos 10 anos.
E o tal disco? Assim como Lobão é um cantor e compositor muito acima da média do pop nacional, seu ''Acústico MTV'' é um disco superior à média dos álbuns desplugados. Os arranjos de cordas são belíssimos e muitas das releituras adicionam novos sabores a hits batidos, como ''Rádio Blá'' e até ''Me Chama''.
Mas o disco tem a maioria dos vícios da série ''Acústico MTV'': excesso de zelo nos timbres de violão, repertório hermético, convidados desnecessários (os chatos do Cachorro Grande)... O mérito principal do álbum é apresentar ao grande público ótimas canções de ''A Vida é Doce'' (1999) e ''Canções Dentro da Noite Escura'' (2005), lançados de forma independente. Mas Lobão pode mais.


