''Boxer'' (Beggars Banquet - importado), novo álbum da banda norte-americana The National (e que chega às lojas gringas em maio), é um daqueles discos para derrubar a ridícula teoria de que disco bom ''bate'' de primeira. São necessárias três ou quatro audições para que as 12 músicas do repertório revelem beleza compatível com os melhores momentos do ótimo álbum anterior, ''Alligator'' (de 2005).
O National é adepto de melodias soturnas, letras que se deleitam na comiseração de amores perdidos, vocais com cheiro de álcool e nicotina. Nas canções em que as cordas, o violão e o piano se destacam (''Green Gloves'', ''Fake Empire''), a banda lembra os Tindersticks. Quando as guitarras ganham destaque (''Mistaken For Strangers'', ''Apartment Story'', ''Guest Room''), fica parecido com o Interpol.
Nada de inovador, mas por acaso existe alguma coisa original no hedonismo dançante da nova safra britânica? Na comparação com o rock de seu tempo, o National no mínimo oferece uma rota alternativa instigante. E ainda guarda na manga ''Brainy'' e ''Racing Like A Pro'', candidatas à lista de melhores canções de 2007.

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