O projeto carioca +2 é inusitado. A cada disco, um dos integrantes do trio assume a direção musical e, com isso, o nome do grupo muda. Primeiro foi Moreno +2, no álbum ''Máquina de Escrever Música'' (de 2000), e que tinha à frente Moreno Veloso (filho de Caetano). Em 2003, para o ótimo ''Sincerely Hot'', Domenico Lancellotti assumiu as rédeas.
Chega agora às lojas brasileiras ''Futurismo'', terceiro disco do projeto, agora capitaneado por Kassin, conhecido como produtor dos Los Hermanos. A exemplo dos outros álbuns, o Kassin +2 às vezes envereda por influências da bossa nova e do samba (à base de placidez harmônica e vocais contidos) para em seguida recorrer aos riffs e às melodias tensas do universo roqueiro. No meio desses extremos, vinhetas e versos irônicos.
Os vários convidados de ''Futurismo'' - João Donato, Jorge Mautner, Adriana Calcanhotto, o guitarrista Pedro Sá (que deu contribuição decisiva para a direção sonora de ''Cê'', o ''agressivo'' último disco de Caetano) e os Hermanos - dão uma idéia do amplo espectro sonoro do Kassin +2. É MPB para indies, rock para MPBistas de cabeça aberta.

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