Você ainda não conhece o cantor irlandês Patrick Wolf, mas a música dele se parece com muita coisa que você provavelmente gosta. Wolf chega ao terceiro álbum, ''The Magic Position'' (Loog - importado), lançado nesta semana no Reino Unido.
O cantor continua o mesmo: uma espécie de Pulp menos afetado, um estranho elo perdido entre Scott Walker e Depeche Mode, na união de batidas e barulhos eletrônicos com piano e violino, à base de melodias ao mesmo tempo soturnas e irônicas, aquela mistura de desgraça e pose que pode agradar fãs de PJ Harvey e Nick Cave.
''Magic Position'' traz momentos dançantes, como ''Accident & Emergency'', que acena para os anos 80. Mas, como o disco anterior, '' Wind In The Wires'' (2005), havia demonstrado, Wolf rende mais nas baladas.
As melhores do novo álbum são ''Bluebells'', ''Augustine'' e ''Magpie'' (a última adornada pelos sussurros de Marianne Faithfull). Elas compensam as falhas do disco, cujo saldo irregular pode ser perdoado em razão da imaturidade de Wolf: o moço tem apenas 23 anos. Com o tempo, a tendência é melhorar.

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