Dos bancos das universidades saem soluções que podem mudar a vida de toda a população. O ambiente da academia é propício para promoção de propostas inovadoras. Em Londrina, os campi fervilham com ideias que logo logo vão fazer parte do dia a dia, melhorando a qualidade de vida. Núcleos de pesquisa implantados em todas as instituições estão envolvidos no processo de desenvolvimento científico e tecnológico do setor produtivo do Estado.
  Nova legislação em debate na Assembleia Legislativa pode facilitar o investimento em pesquisa nas universidades estaduais paranaenses com o fim de auxiliar micro e pequenas empresas em seu desenvolvimento. O anteprojeto da Lei de Inovação, complementar à lei federal, visa criar vínculos entre os setores público e privado. ‘‘(A lei) Fará com que professores, laboratórios e toda a capacidade intelectual das universidades e centros de pesquisa sejam colocados a serviço do desenvolvimento social, econômico e de geração de renda’’, diz o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Nildo Lubke.
  Na sua avaliação, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem sido uma grande alavanca para o desenvolvimento do Norte do Paraná. ‘‘A UEL foi e tem sido um instrumento privilegiado tanto do ponto de vista do conhecimento e da socialização por meio dos seus cursos quanto para formação de professores sobre linhas da pesquisa e inovação’’, completa.
  Depois de aprovado o anteprojeto da Lei de Inovação, será dada prioridade às micro e pequenas empresas que têm dificuldades de desenvolvimento sem o apoio do Estado. Em um primeiro momento, a prioridade será dada, também, às regiões do Paraná com baixo IDH. ‘‘A região de Londrina, apesar de ter alta performance de IDH, ainda tem formações econômicas de baixo IDH nas microrregiões’’, observa Lubke.
  Dessa forma, o município se encaixa entre as prioridades da lei. A previsão é que seja feito um investimento de R$ 20 milhões para os processos de inovação e tecnologia. Na prática, de acordo com a proposta, as micro e pequenas empresas recebem apoio de professores e pesquisadores e do Estado, com capital, para gerar tecnologias onde há carências e que, por si só, não teriam condições de desenvolver.
UTF-PR
  O cenário atual também tem levado as universidades a buscar novas alternativas para se reinventar enquanto instituições de ensino. Uma das formas de colocar o processo de aprendizagem nos eixos, nesse cenário, é a inovação. Inovar tem sido tão imprescindível quanto oferecer uma boa estrutura e suporte técnico. Para o professor Marcos Imamura, diretor-geral da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTF-PR), em Londrina, práticas de inovação podem significar uma porta de entrada do aluno no mercado de trabalho.
  ‘‘Os trabalhos e as pesquisas, aqui na universidade, sempre são voltados para a aplicação real nas necessidades de empresas e da sociedade. Um dos grandes desafios é poder transformar aquilo que é gerado na universidade em inovação para os diversos setores da sociedade’’, afirma Imamura. A instituição desenvolve o Programa de Empreendedorismo e Inovação, que tem por objetivo promover a geração de empresas na área tecnológica por meio do desenvolvimento de projetos dos alunos. Além de beneficiar o estudante com práticas na sua área de atuação, os projetos também tendem a proporcionar uma maior integração da instituição com a comunidade.
  A universidade oferece cursos na área tecnológica. São abertas 265 vagas por ano e todos os cursos são gratuitos. Atualmente a universidade tem mais de 800 alunos, número que deve chegar a 1,4 mil alunos no próximo ano com a abertura de novas vagas para cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação.

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