SOLUÇÕES - para o dia a dia
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Mie Francine Chiba e Vinícius Zanin<BR>Reportagem Local 
Dos bancos das universidades saem soluções que podem mudar a vida de toda a população. O ambiente da academia é propício para promoção de propostas inovadoras. Em Londrina, os campi fervilham com ideias que logo logo vão fazer parte do dia a dia, melhorando a qualidade de vida. Núcleos de pesquisa implantados em todas as instituições estão envolvidos no processo de desenvolvimento científico e tecnológico do setor produtivo do Estado.
Nova legislação em debate na Assembleia Legislativa pode facilitar o investimento em pesquisa nas universidades estaduais paranaenses com o fim de auxiliar micro e pequenas empresas em seu desenvolvimento. O anteprojeto da Lei de Inovação, complementar à lei federal, visa criar vínculos entre os setores público e privado. (A lei) Fará com que professores, laboratórios e toda a capacidade intelectual das universidades e centros de pesquisa sejam colocados a serviço do desenvolvimento social, econômico e de geração de renda, diz o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Nildo Lubke.
Na sua avaliação, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem sido uma grande alavanca para o desenvolvimento do Norte do Paraná. A UEL foi e tem sido um instrumento privilegiado tanto do ponto de vista do conhecimento e da socialização por meio dos seus cursos quanto para formação de professores sobre linhas da pesquisa e inovação, completa.
Depois de aprovado o anteprojeto da Lei de Inovação, será dada prioridade às micro e pequenas empresas que têm dificuldades de desenvolvimento sem o apoio do Estado. Em um primeiro momento, a prioridade será dada, também, às regiões do Paraná com baixo IDH. A região de Londrina, apesar de ter alta performance de IDH, ainda tem formações econômicas de baixo IDH nas microrregiões, observa Lubke.
Dessa forma, o município se encaixa entre as prioridades da lei. A previsão é que seja feito um investimento de R$ 20 milhões para os processos de inovação e tecnologia. Na prática, de acordo com a proposta, as micro e pequenas empresas recebem apoio de professores e pesquisadores e do Estado, com capital, para gerar tecnologias onde há carências e que, por si só, não teriam condições de desenvolver.
UTF-PR
O cenário atual também tem levado as universidades a buscar novas alternativas para se reinventar enquanto instituições de ensino. Uma das formas de colocar o processo de aprendizagem nos eixos, nesse cenário, é a inovação. Inovar tem sido tão imprescindível quanto oferecer uma boa estrutura e suporte técnico. Para o professor Marcos Imamura, diretor-geral da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTF-PR), em Londrina, práticas de inovação podem significar uma porta de entrada do aluno no mercado de trabalho.
Os trabalhos e as pesquisas, aqui na universidade, sempre são voltados para a aplicação real nas necessidades de empresas e da sociedade. Um dos grandes desafios é poder transformar aquilo que é gerado na universidade em inovação para os diversos setores da sociedade, afirma Imamura. A instituição desenvolve o Programa de Empreendedorismo e Inovação, que tem por objetivo promover a geração de empresas na área tecnológica por meio do desenvolvimento de projetos dos alunos. Além de beneficiar o estudante com práticas na sua área de atuação, os projetos também tendem a proporcionar uma maior integração da instituição com a comunidade.
A universidade oferece cursos na área tecnológica. São abertas 265 vagas por ano e todos os cursos são gratuitos. Atualmente a universidade tem mais de 800 alunos, número que deve chegar a 1,4 mil alunos no próximo ano com a abertura de novas vagas para cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação.


