A idéia inicial era abrir uma funerária para animais, mas o grupo de empresários, que reunia três famílias, optou por abrir um crematório para os bichinhos. ''Fazemos o serviço do começo, meio e fim'', explica Sandro Consani 33, o administrador. Com isso, ele quer dizer que o animal é coletado, cremado e as cinzas entregues em uma urna aos donos. Não existe exatamente um velório, mas há uma sala de despedidas com ar oriental, ''para visualizar o corpinho pela última vez''.
Para animais de pequeno porte, o valor da cremação é de R$ 150 no coletivo, isto é, junto com outros animais (sem cinzas para levar para casa), ou R$ 350 no individual, o que já inclui uma urna básica de madeira. A de bronze tem acréscimo de R$ 350 e a ''eco-pet'', para ser enterrada e de onde nasce uma árvore - ela vem com sementes - custa R$ 100 a mais. Para os animais de grande porte, como um rottweiler, os valores são de R$ 400 e R$ 600.
O forno é enorme e, entre 3 mil animais cremados a 1.500 graus desde a abertura do empreendimento em 2005, já foram dois cavalos. Consani comenta que muitos dos clientes preferem não ver o maquinário alimentado a GLP e pediu para que a reportagem não fizesse fotos da fornalha. ''O que levaria três anos pela natureza, leva de 2h30 a 3 horas'', explica o administrador sobre o funcionamento. Muitos dos clientes, especialmente os que vêm de fora do estado, aguardam esse tempo para levar para casa as cinzas, que têm um aspecto entre o cinza claro e o escuro.
A expectativa de sua empresa, situada em Colombo, é alcançar 200 atendimentos por mês em meados de 2009. ''O preconceito diminuiu. E se a pessoa quer ser cremada, ela deseja o mesmo para o seu animal. É uma solução ecológica.'' (R.U.)

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