São Paulo - Se na época da vovó as mulheres faziam clubes de bordado ou frequentavam as tão famosas ''reuniões Tupperware'' para trocar receitas e colocar a fofoca em dia, hoje a situação feminina é bem diferente. A vontade de ver as amigas e jogar conversa fora, no entanto, continua a mesma.
Pensando em como reunir as conhecidas para um bate-papo, Daniela Zurita, 27 anos, resolveu ''roubar'' a idéia de seu pai, Ivan Zurita - presidente da Nestlé e fundador da Confraria do Barão, que reúne seus adeptos desde 1998 -, e criar a Confraria Feminina da Cachaça do Barão.
Com bom faro para os negócios, Dani, como é chamada pelas amigas, deu um jeitinho de unir o agradável ao... rentável: nesse clima de alambique apenas para elas, as sócias degustam a Cachaça do Barão, a aguardente da família Zurita, e trocam figurinhas. ''Quero criar um ambiente para aumentar o círculo de amizades e, quem sabe, fazer negócios. Pois entre as futuras sócias há empresárias de muitos ramos'', contou a empresária.
Nos eventos, que serão realizados mensalmente em diferentes restaurantes, a bebida em si fica mesmo em segundo plano: serve apenas de pretexto para que as moças possam ''tricotar'' muito. ''Acho difícil alguma de nós tomar cachaça pura, mas as caipirinhas são muito apreciadas e arrematam bem as conversas'', afirmou.
Integrar o clube da Luluzinha ''boa de copo'' é coisa séria. Para isso, é necessário ser convidada, assinar um termo de compromisso e pagar a taxa mensal de R$ 100. Dani explica que o valor é para tornar as reuniões da Confraria mais interessantes. ''Já que não vamos discutir futebol ou mulheres (risos), resolvemos trazer palestrantes que tratem de assuntos pertinentes ao nosso universo, como ginecologistas e dermatologistas.''
Uma das atrações da estréia da Confraria - além dos coquetéis com frutas vermelhas, água de coco ou lichia - foi a presença de Luana Piovani, que ao olhar ao seu redor e verificar tantas colegas do sexo frágil, não teve dúvidas: ''Meu namorado (o cantor e ator Dado Dolabella) queria me trazer aqui. Achei melhor não, pois sabia que seria muita ''calcinha junta''. E acho que fiz bem'', brincou a atriz, que cumprimentou várias das convidadas (socialites e empresárias), como velhas amigas.
Luana admitiu que a aguardente não está entre suas bebidas prediletas. ''Acho que a cachaça é um pouco forte para meu paladar'', reconheceu. Mas disse que a mesa de bar é, sim, um local muito bom para encontrar as amigas e conversar sobre tudo. '' O forte mesmo são as fofocas sobre filmes, teatro e o coração. Mas além de falar de homens, também discutimos futebol'', revelou a atriz, mostrando que não há muita diferença entre os assuntos preferidos por homens e mulheres.

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