Sobram vagas de nível médio
Diariamente, a Agência do Trabalhador em Londrina (Sine) divulga uma lista com várias ofertas de trabalho na região. São vagas para as mais diversas profissões, de açougueiro a técnico de contabilidade, na maioria das vezes com a exigência de nível médio (1º e 2º graus completos) e baixa experiência de trabalho. Temos uma demanda reprimida de bons profissionais de nível intermediário na cidade. Para quem tem uma formação técnica, emprego não é problema, diz Roberto Gonçalves, gerente do Sine.
No último ano, as ofertas têm aumentado mês a mês e, hoje, uma média de 150 profissionais estão sendo procurados por empresas em Londrina, que oferecem salários entre R$ 500 a R$ 1 mil. Houve um equívoco anos atrás em acabar com o ensino técnico e profissionalizante. Hoje, o que vemos, é o resultado dessa falta de visão. Temos vagas mas não há gente qualificada tecnicamente, avalia o gerente do Sine.
E o mercado tende a ficar cada vez mais seletivo quanto ao nível educacional e a formação da mão-de-obra, já que o avanço econômico é acompanhado de perto pelo desenvolvimento social e cultural. Estamos aprendendo a ser consumidores exigentes. Ninguém, mesmo as pessoas mais simples, aceitam ser mal atendidas, por exemplo. Isso faz com que os empresários busquem profissionais com certa cultura, além, é claro, da capacidade técnica que exige a profissão, diz Gonçalves.
Para suprir essa demanda reprimida, o gerente do Sine acredita na adoção de políticas voltadas para a educação básica e na qualificação de profissionais. Não basta dar curso profissionalizante. A cultura e muitas outras habilidades e qualidades que hoje são necessárias precisam ser inseridas cedo, ainda na infância, melhorando o ensino básico. Nesse lógica, acredito que Londrina está no caminho certo, pois investe nisso pensando no futuro, concluiu Gonçalves. (M.D.B.)





