Segundo maior centro de inovação paranaense, atrás apenas da Capital, Londrina tem uma presença significativa de empresas de base tecnológica e incentivos de órgãos como a Agência de Inovação Tecnológica (Aintec) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O diretor da Aintec, Jair Scarminio, informa que em 2011, o Escritório de Propriedade Intelectual (EPI) da Aintec realizou aproximadamente 250 atendimentos, dos quais resultaram ao menos 30 pedidos de patentes, registro de marcas, programas de computador e design industrial. Hoje, a UEL é titular de 40 depósitos de patentes e registros, relativos a projetos de inovação desenvolvidos por docentes, pesquisadores e estudantes da universidade.
Scarminio cita que os setores de biotecnologia e de tecnologia da informação (TI) são os principais responsáveis por depósitos de patentes em Londrina. ''Na área de design também está começando uma movimentação'', relata o diretor. Entretanto, ele destaca que a cidade, a exemplo do que ocorre em todo o País, ainda tem muito potencial em inovação a desenvolver.
''A maneira mais eficiente (de disseminar essa cultura) é espalhar entidades ligadas diretamente aos setores empresariais, como federações de indústrias e associações comerciais, e também nas universidades. Muitos jovens estudam para se tornarem empresários e não recebem informações sobre propriedade intelectual'', explica o diretor.
Paulo Varela Sendin, consultor de inovação da Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), salienta que o número de patentes reflete a capacidade inovadora de um país. ''Se há inovação, há o que patentear. É um indicativo de desenvolvimento'', aponta.
''Em primeiro lugar, é necessário haver empresas que inovem. Dificilmente um empreendedor vai patentear se não tiver alguma inovação. Temos que criar uma cultura de inovação na região'', argumenta o consultor.

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