Pelo kirigami, o artista Angelo César Meneghetti produz retratos das pessoas que passam pelo estande
Pelo kirigami, o artista Angelo César Meneghetti produz retratos das pessoas que passam pelo estande | Foto: Marcos Zanutto



Mais de 60 artistas vão passar pelo Parque Ney Braga até o próximo domingo (15). Exposição, mostras, oficinas e apresentações musicais e de dança integram a programação da Expocultura, que traz o conceito de arte ao vivo pelo sexto ano consecutivo para a feira. A interatividade com o público é um dos destaques no espaço, que fica em frente à pista central.

Kirigami, esculturas, pintura em tela, nanquim, grafite, apresentações, contação de história, música prometem divertir os visitantes. Este ano, a Expocultura abre espaços para novos artistas, como o estudante de Artes Visuais da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Gustavo Rodrigues, que apresenta desenhos feitos com pena de bambu e nanquim.

Ele conta que foi convidado para desenhar os animais em exposição na feira. Rodrigues aprendeu a técnica no primeiro semestre da graduação e diz que confecciona o próprio instrumento de trabalho, feito com bambu. "As crianças adoram", afirma. Para ele, os desenhos ajudam a captar a essência e a expressão. Cada produção é comercializada a R$ 10 dentro do parque.

Veterano na feira, o artista Angelo César Meneghetti trouxe, mais uma vez, o kirigami, arte de cortar papéis em formatos bidimensionais e tridimensionais. Além de figuras geométricas, tanto planas como espaciais, ele produz retratos das pessoas que passam pelo estande. São apenas alguns minutos para a obra ficar pronta. Os retratos feitos em papel A4 custam R$ 10 e em papel A5, R$ 5.

Para ele, a ExpoLondrina funciona como uma vitrine. "Aqui, fazemos muitos contatos", afirma. Além de expor os kirigamis, o artista promove oficinas para quem quiser aprender a arte. Ele ensina que o trabalho não consiste apenas em cortar papéis de maneira aleatória, existe todo um conceito matemático envolvido por trás da técnica.

Cubos, pirâmides, borboletas, pássaros, luminárias são algumas das peças feitas em papel por Meneghetti e que estão expostas no estande. Ele conta que o kirigami exige uma habilidade muito específica. "Poucas pessoas têm o domínio como eu tenho do papel e da teoria", garante.

O jornalista e artista plástico Antonio Marques Cervantes, é outro veterano na Expocultura. Este ano, ele trouxe esculturas feitas com diversos tipos de materiais, como arame, biscuit, tecido, massa cerâmica, barbante, papel. Assim com o colega Meneghetti, ele é autodidata. Nos últimos sete anos, esculpiu mais de 300 esculturas. Na feira, elas são vendidas por preços que começam em R$ 300.

O jovem Caio Felipe de Souza, também estudante da UEL, trabalha com tinta a óleo em tela e grafite no papel. "Faço desenhos de observação da cidade. Gosto muito da arquitetura de Londrina e de retratá-la com a minha arte", conta. Ele diz que desenha desde criança e descobriu na arte uma vocação. Na feira, desenha retratos dos visitantes a R$ 10. "As pessoas estão gostando de se ver numa obra de arte, que é diferente de uma fotografia", afirma.

O estande da Expocultura funciona a partir das 11 horas e fica aberto ao público até por volta das 22 horas diariamente.

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