Sob o dourado do sol
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Vinícius Zanin<br>Reportagem Local 
Ah, o verão! Tempo de celebrar as altas temperaturas, com mais momentos ao ar livre, sem preocupações. Quer dizer, sem algumas preocupações. Muitas vezes com a intenção de pegar uma corzinha, as pessoas ganham, na verdade, uma queimadura. Mais tempo fora de casa implica em maior exposição ao sol e consequentemente maior atenção com relação às mazelas que o astro rei pode causar a nossa pele. A ordem é: cuidados redobrados.
Centenas de estudos comprovaram que a exposição prolongada aos raios solares pode causar doenças graves na pele. O problema é que, mesmo recebendo informações de alerta, a população em geral, muitas vezes, se esqueçe de cuidados básicos, como por exemplo, o uso permanente do protetor solar.
Para a dermatologista Rosa Calland, não existem mais desculpas para não ter bons hábitos de cuidados com a saúde da pele. Além do protetor, temos os cosméticos, as bases com proteção. Eu gosto muito das bases com protetor, porque a pessoa passa uma camada mais espessa. Existe também a proteção solar via oral, mas ela sozinha não é suficiente, tem que estar associada com os produtos tradicionais, afirma.
Com relação aos hábitos de proteção solar, ela orienta que a boa prática é não sair para a rua sem protetor. Para ficar em casa não precisa. Até porque, se você passa de manhã, daí três horas, não está mais protegido, orienta a especialista.
No entanto, a dermatologista faz um alerta na hora de escolher a proteção ideal. Os cremes são testados com dois miligramas por centímetro quadrado de pele. É uma quantidade muito grande e que ninguém consegue aplicar.
Então, você passa o protetor 60 e, às vezes, está tendo apenas um fator três de proteção, porque a camada aplicada é muito fininha, afirma.
Para a médica, a forma e a consistência do produto também devem ser levadas em consideração. Temos aí o protetor spray, nele você pode não conseguir passar a quantidade devida. O protetor gel, também não consegue uma camada grossa. Então, as vezes, o protetor mais cremoso protege mais que os outros, por ter uma distribução mais homogênea, afirma.
O dermatologista Paulo Müller Ramos também concorda que muitas vezes a quantidade de protetor utilizada pelo grande público não é suficiente. Ele dá algumas dicas de como aproveitar melhor o produto. Pode ser feita uma medida simples que melhora os resultados. Uma colher de chá de protetor para o rosto e pescoço. Uma colher de sopa para cada membro e duas colheres de sopa para todo o tronco, ensina.
Ramos recomenda o uso constante do protetor. O ideal é que seja reaplicado a cada duas horas em ambiente externo. Rosa Calland completa dizendo que, na hora de comprar o protetor, é fundamental optar pelos que oferecem proteção tanto contra os raios UVB quanto o UVA.
Rosa Calland e Paulo Ramos recomendam ainda o acompanhamento de um especialista para garantir melhores resultados. O ideal é que a pessoa procure um dermatologista, porque o profissional vai indicar qual é o tipo de proteção ideal, que varia de acordo com a cor da pele.





