Só temos um monte de porquês
Bruna Fontes, que estudou com Amanda Rossi desde o primeiro ano do curso de Educação Física da Unopar, ainda mantém no seu quarto uma foto da amiga assassinada. ''Nem precisava, porque lembro dela todos os dias, em vários momentos'', afirmou. Outra amiga da turma, Camila Lisboa de Oliveira, reclamou que as pessoas falam inverdades, como por exemplo que os então ''colegas'' de Amanda nem se importam mais com o crime.
As duas tinham uma relação de amizade com Amanda. Confessavam segredos umas às outras, mas a estudante não teria reclamado de nada na semana que antecedeu sua morte nem falado nada que pudesse ajudar a esclarecer o assassinato. ''Naquela semana, todo mundo parece que teve um momento a sós com ela e ela estava muito feliz'', recordou Camila. Segundo as amigas, Amanda tinha muitos planos e se sentia realizada por prosseguir como monitora em um projeto de Ginástica Rítmica.
As duas contaram que nos dias logo após o corpo ser encontrado, os alunos da classe de Amanda não conseguiam falar sobre o crime. Todos, conforme elas, ficaram arrasados.
''Os primeiros dias foram muito difíceis porque a gente olhava para a carteira dela e ela não estava'', emocionou-se Camila. Até hoje, a estudante disse que Amanda é lembrada em várias situações.
Para as estudantes, o que mais machuca é o julgamento cruel de muitas pessoas. ''Em nome da turma, não queremos que julguem a gente. Lembramos dela com muito carinho e acho que muita gente continua no curso por causa dela'', disseram.
Mesmo assim, alguns alunos desistiram da carreira. O representante da turma do 3º ano de Educação Física, Heron Lopes Ghelardi, apontou que pelo menos dez estudantes abandonaram o curso.
''Estamos todos na expectativa para que o caso seja solucionado. A gente acompanha, mas não dá para entender porque tudo ainda não foi esclarecido. É só um monte de porquês'', finalizou. (L.A.)





