Sair da escola e poder se encontrar com os amigos num lugar estratégico: uma pista de skate. Alguns acham que eles são malucos por se arriscarem nas manobras radicais, outros os julgam irresponsáveis, mas uma coisa é certa, a rapaziada do skate é tranquila, não gosta de confusão e quer mesmo é se divertir.
Boné na cabeça sobre os cabelos compridos, vestido comcalça larga, camiseta e tênis, o estudante André Inove, 20 anos, se reúne com outros skatistas na MT3, loja que comercializa roupas e acessórios para skatistas, na Rua Pio XII, 363 (Centro).
O ''point'' de encontro se deve principalmente pela rampa de skate construída nos fundos do imóvel. É lá que os jovens aproveitam para praticar o esporte. ''Skate é estilo de vida. É para se divertir, curtir a galera. Nos reunimos para andar, conversamos e curtimos um som'', comenta Inove.
O designer Luís Augusto Albieri, 30, andou de skate por 17 anos e chegou perto de participar de campeonatos, mas hoje só anda de skate para se distrair. ''Tem gente que não reconhece o skate como um esporte. Há pessoas que seguem carreira e conseguem viver disso'', esclarece.
Os skatistas são normalmente calmos. Como eles mesmo dizem, não querem saber de brigas nem confusões. O estilo musical é bem variado, podendo ir do hip hop ao hard core. ''O skatista é sossegado, não é igual ao surfista que não deixa ninguém surfar onde ele pega onda'', destaca Albieri.
O estudante Bruno Almodin Neves, 13, anda de skate há uma ano. Ele conta que foi estimulado a praticá-lo pelos amigos que já andavam de skate. ''Você começa a andar com a galera da rua que curte o skate, daí você passa a curtir também. Primeiro você começa sentado, depois vai brincando com as manobras e quando vê já está curtindo um monte'', comenta.
Um skate custa cerca de R$ 150. As roupas de marca, não são muito viáveis, principalmente porque a maioria dos adolescentes que anda de skate ainda estão na escola e dependem financeiramente dos pais. Mas a rapaziada afirma que não precisa possuir roupas de marca, basta usar vestimentas confortáveis.
''Infelizmente o skate não tem muito incentivo. Não temos muito lugar para andar aqui em Londrina. Por isso gostamos de vir aqui. É um lugar que também serve pra gente encontrar os amigos '', diz Bruno.(F.B.)

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