Ska importa elegância da Jamaica
Marcelo Almeida
O estilo mod dos integrantes da Relespública, com terninhos anos 60 saídos do baú da casa do avô, diferencia os músicos dos jovens de sua idade
Albari Rosa
Modernos e exóticos, os integrantes do Magnéticoss aliam trajes de skatewear com elementos kitsch, como a gravata estampada
Skuba, a banda mais elegante de Curitiba, capricha nos ternos com cortes clássicos para executar o ska, gênero precursor do reggae
Apontada pela crítica como uma das melhores bandas da cidade, a Skuba também pode ser indicada como a mais elegante da cena local. Isso graças aos vistosos ternos com corte clássico. Este estilo foi resgatado da origem do ska, ritmo ao qual a banda se dedica. No começo do ska, nos anos 60, os chamados rude boys - jamaicanos que iam no bares agitar -, usavam terninhos alinhados. Quando o ritmo ressurgiu na Inglaterra, nos anos 70, bandas como os Specials voltaram a usar este visual, lembra o baterista Rodrigo Cerqueira.
A Skuba, como uma das primeiras bandas de ska do Brasil, não poderia deixar de adotar os ternos. É uma homenagem às raízes do ska e também serve para formar a identidade da banda: quem assistir o show e não lembrar o nome do grupo, pelo menos não vai esquecer dos caras de terno no palco. Os figurinos, garante Cerqueira, não atrapalham na hora de tocar e também não pesam no bolso: a banda acabou de adquirir um novo lote, a R$ 15,00 cada, numa loja especializada em trajes usados importados, a Brasil Real, no Tarumã. (F.C.)





