De acordo com o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Paulo Meira, na safra passada houve estiagem, o que provocou uma redução da produção. Desta vez, além da aposta de muitos produtores - atraídos pelos bons preços do ano passado - o clima com chuvas regulares contribuiu para uma produção maior.
''Muitos plantaram olhando apenas para a situação atípica que foi constatada em 2006 e não no histórico dos últimos anos'', avalia Meira. A média de preços dos últimos cinco anos foi de R$ 30 a saca de 50 quilos - um pouco distante dos R$ 70 do ano passado.
O Paraná é o terceiro maior produtor de batata e só perde para Minas Gerais e São Paulo. Um levantamento realizado pelo Deral aponta que houve um aumento de 10% na área plantada, chegando a 17 mil hectares em todo o Estado. A produção cresceu 35% e deve chegar a 420 mil toneladas. A Região Metropolitana de Curitiba é a líder no ranking, com uma área plantada de 8,3 mil hectares e 180 mil toneladas colhidas da batata das águas - como é chamado o produto desta safra. O plantio começou em setembro e a colheita em dezembro do ano passado.
Neste mês começa o plantio da batata das secas, com colheita prevista em junho e julho. Para esta nova safra, que geralmente já é menor que a das águas, a previsão do Deral é de uma queda de 6,5%. Em 2006 foram colhidas 265 mil toneladas, número que deve cair para 237 mil toneladas, segundo a estimativa.
Para Meira, as dificuldades passadas por produtores atualmente podem ser evitadas com planejamento. ''É um planejamento complexo, que deve levar em conta não só a realidade, mas o conjunto de informações sobre áreas que serão plantadas e possíveis preços, não só da última safra, mas de todo o histórico dos últimos anos'', sugere. Outra saída, segundo o chefe do Deral, é apostar na divisão da área para o plantio de produtos diferentes. ''A diversificação deve ser vista como solução para minimizar riscos'', completa. (M.M.)

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