Além de deixar os ambientes mais bonitos, a arquitetura e engenharia também podem proporcionar funcionalidade ao imóvel. Nesse quesito, não entram somente itens como a otimização dos espaços, mas a utilização de técnicas mais modernas visando a redução do custos, como água e energia. Algumas, entretanto, já se tornaram lei, ou seja, sua incorporação é obrigatória. É o caso, por exemplo, do sistema de captação de água de chuva, que, em Londrina, vigora uma resolução aprovada pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente, desde o início de 2010.

Dessa forma, a captação da água de chuva deve ocorrer em todas as edificações com área total construída, igual ou superior a 200 metros quadrados, e na ampliação de edificações existentes. Caso contrário, não há a autorização do ''Habite-se''. Para o diretor do CREA-PR, Nilton Capucho, o custo da implantação do sistema de captação de água é muito pequeno diante do investimento feito em toda construção. ''No momento da construção, observamos que esse ''gasto'' não traz impacto no valor total. Por outro lado, a economia posterior é significante'', diz.

Além de reduzir o uso desnecessário de água tratada, conforme ele, o sistema de captação acaba por auxiliar a rede coletora e de esgostos da cidade. ''Isso acontece porque o escoamento do volume de água é retardado, diminuindo a possibilidade de inundação.'' Segundo ele, pesquisas apontam que cada habitante de uma casa gasta, em média, 200 litros de água tratada por dia, para todas as atividades.

Leia mais na matéria da repórter Marian Trigueiros

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