As cooperativas paranaenses, responsáveis pelo recebimento de mais de 70% da produção agropecuária do Estado, têm incentivado a adoção da diversificação entre os associados, segundo avalia o assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Gilson Martins. "A diversificação otimiza a propriedade", destaca o especialista.
O uso da integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF) e a produção de aves e peixes têm dado bons resultados para os produtores. "Com a diversificação, há uma elevação de renda para o produtor. Com isso, os filhos ficam motivados a continuarem na atividade", ressalta Martins. Porém, frisa o especialista da Ocepar, entrar em uma nova atividade neste momento é um desafio, já que, com a crise econômica que o País enfrenta, as condições de financiamentos não têm se mostrado positivas.
Irineu Baptista, gerente técnico da cooperativa Integrada, apoia a diversificação da produção. Baptista explica que o produtor que aposta somente em uma atividade está exposto aos altos e baixos do mercado e também de possíveis intempéries que podem prejudicar a sua produção. "Produzir todo ano somente soja no verão e milho na segunda safra não é sustentável", destaca.
Baptista observa que o produtor deve pensar a logo prazo. Investir em culturas perenes, como laranja e café é uma forma de incrementar a renda e sair da dependência da produção da produção de grãos. (R.M.)

Imagem ilustrativa da imagem Sistema tem o apoio de cooperativas
| Foto: Anderson Coelho/13-05-2013
A integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF) está entre as atividades da diversificação que apresentam bons resultados para os produtores
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