Sistema investe R$ 535 mi em 98/99
Daqui até o próximo ano, o sistema cooperativista paranaense planeja investir R$ 535 milhões em diversos projetos, que vão de instalações de agroindústrias e fábrica de insumos, até melhoria das instalações do terminal de grãos do Porto de Paranaguá. O complexo, que pertence à Cotriguaçu e à Coamo, é utilizado pelas cooperativas nas operações de exportação.
O presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, diz que esses investimentos são importantes para a retomada do crescimento do sistema no Paraná, mas observa que as cooperativas devem também buscar integração maior no avanço do processo comercial. Com o aumento do volume comercializado, as condições de competição serão mais vantajosas, prevê.
Diante disso, quanto mais profissionalizada e organizada for interna e externamente, a cooperativa poderá repassar sempre os melhores preços, lembra o presidente da Ocepar. Como são sociedades de prestação de serviços ao quadro de associados, elas cobram taxas de administração, transferindo o restante aos cooperados.
Koslovski diz que isso nem sempre é possível em função das fases diferentes entre as cooperativas. Quem tomar recursos no sistema financeiro talvez não tenha a mesma condição de dar um retorno melhor ao cooperado, sendo que o custo mais elevado do empréstimo acabará sendo repassado. Mas isso pode ser passageiro, sendo que a cooperativa poderá se recuperar e pagar preços melhores, diz.
Na prática, hoje as cooperativas defendem o cooperado pagando melhores preços. Com o equilíbrio das condições de mercado, elas podem dar o retorno, dividindo as sobras no final do ano, com a utilização dos seus serviços. Nas regiões onde elas deixaram de atuar, pode-se observar que o agricultor recebeu o preço menor pela sua produção e teve que pagar um preço maior na compra dos insumos. Isso é uma demonstração clara e importante do que significa uma cooperativa para o associado, principalmente no Paraná, onde 80% do quadro social é formado por pequenos produtores, resume Koslovski.
A reestruturação das cooperativas do Sul do País dará condições dessas empresas intensificarem as relações com suas congêneres do Mercosul - argentinas, uruguaias e paraguaias. Mas o dirigente paranaense observa que o sucesso da integração depende da harmonização das diferenças entre os impostos, tarifas e contribuições que são praticadas nesses países.
Koslovski também defende o estabelecimento de regras comuns que evitem a concorrência predatória. É preciso que as cooperativas do Mercosul tenham uma visão diferenciada do mercado que se organiza. Devemos estar unidos para competir externamente com outros blocos, salienta.Arquivo FolhaAlavancaNo Porto de Paranaguá, terminal das cooperativas apóia a exportaçãoVânia Casado





