O Correção de Fluxo busca corrigir o ‘‘fracasso escolar’’. A média nacional para conclusão do 1º grau é de 11 anos e seis meses, havendo casos de alunos que levam de 12 a 13 anos para terminar o curso.
Em 1995, a Secretaria da Educação fez uma pesquisa segundo a qual 37% dos estudantes da rede estadual, no início daquele ano, estavam fora do período regular de escolarização, distorção que refletia o período de 1987 a 1994.
As turmas de 5ª à 8ª série estavam congestionadas e 56,5% dos alunos matriculados tinham 14 anos de idade. Dados comprovam que antes de abandonar os estudos, o aluno fica seis anos e quatro meses, em média, tentando concluir o curso.
Agora, 110 mil alunos que aderiram o programa vão passar por testes de avaliação. E, a partir do próximo ano, a Secretaria da Educação vai aplicar o mesmo Programa Correção de Fluxo da 1ª à 4ª série.
São 18 mil estudantes nestas séries, que poderiam estar mais adiantados. Para implantar a proposta, a Secretaria desenvolveu um material especial e um treinamento específico para 11 mil professores.
‘‘A partir do currículo oficial criamos quatro cadernos, que funcionam como eixos ou núcleos fundamentais em cada área do conhecimento. O que queremos é preparar esse adolescente para as exigências do mundo; queremos que ele desenvolva a apreensão de conceitos e desenvolva habilidades sobre áreas específicas’’, explica a professora Zélia.
ConteúdoA correção é uma ‘‘espécie de revisão do que é indispensável’’. Português, Matemática, História, Geografia e Ciências são ensinadas de maneira interligada, de forma que o professor é capaz de verificar rapidamente até onde vão os conhecimentos do aluno.
Então, o professor desenvolve noções e conceitos específicos. Em todo o material existe um esforço para que o adolescente domine o trabalho de leitura e escrita, sempre de forma prática, através da leitura de jornais, correspondência, debates, oficinas de textos, organização de narrativas etc.
Na prática, o aluno tem acesso a noções e conceitos nas áreas específicas do conhecimento entre a 5ª e a 7ª séries. Todos eles recebem o conteúdo integral dessas séries e têm a oportunidade de continuar os estudos e concluir o 1º grau.
Para atender a todas as exigências da política educacional do Paraná, a Fundepar está construindo e ampliando 161 prédios com 609 salas de aulas comuns e outras 501 especiais que vão atender aproximadamente a 60 mil alunos.
Os investimentos previstos superam R$ 15 milhões. Além dessas obras, outras 39 novas unidades, no valor de R$ 17 milhões, estão em construção em 19 municípios via convênio com o Banco Mundial através do PQE (Programa de Qualidade no Ensino Público do Paraná).

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