‘‘Londrina é uma cidade maravilhosa quando falamos em construção civil e loteamentos’’. Esta é a opinião do empresário Maurício Dinardi II, diretor da Dinardi Engenharia, empresa londrinense especializada em construção de condomínios horizontais e verticais.
  O otimismo do empresário pode ser explicado pelo sucesso dos últimos empreendimentos lançados pela sua empresa. Entre eles, um condomínio na praia de Itapoá, em Santa Catarina, que no ano do lançamento já teve 26 dos 30 lotes vendidos, todos para londrinenses. A última novidade, o condomínio Terras de Canaã, em uma área de aproximadamente 520 mil metros quadrados na Zona Sul da cidade, próximo ao Centro de Eventos.
  Na opinião do empresário, Londrina tem uma grande população com potencial para investir em imóveis. Ele cita como exemplo os condomínios fechados da Zona Sul. ‘‘Tranqüilamente, para baixo do Shopping Catuaí, estão investidos mais de R$ 200 milhões de pessoas físicas em imóveis’’, arrisca Dinardi II, que representa a terceira geração de uma família com alicerces na construção civil.
  Tudo começou na década de 40, ainda nos primeiros anos de vida de Londrina, quando o operário João Dinardi aproveitava seu pouco tempo de folga para se aprimorar na construção de casas de madeira. Perfeccionista, o pioneiro logo estava trabalhando sozinho e fazendo belas residências para os primeiros pés-vermelhos.
  Desde a fundação da Dinardi Engenharia, em 1972, já são 52 obras entregues, totalizando mais de 500 mil metros quadrados de construção, o equivalente a 123 campos oficiais de futebol.
  A Construtora Galmo também comemora o sucesso de vendas do edifício Torre de Málaga, o prédio mais alto da cidade, que deve ser lançado em 2007. Cada um dos 32 apartamentos de 650 metros quadrados custam R$ 1,2 milhão, segundo o engenheiro Eduardo Augusto Giavarina Alves, responsável pela obra.
  Denílson Pestana da Costa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Londrina e Região, que representa mais de 6 mil operários – metade deles trabalhando informalmente – de aproximadamente 500 empresas do Norte do Paraná, avalia que o ano de 2006 foi estável do ponto de vista de geração de empregos no setor, mas espera um crescimento de vagas em 2007.
  ‘‘Até setembro desse ano tivemos 3302 contratações e 3291 demissões, ou seja um pequeno saldo positivo. No entanto, esperamos uma melhora para o próximo ano, pois a construção é um dos setores beneficiados pelo ‘pacote de bondades’ do governo federal, que reduziu os impostos sobre produtos industrializados, dessa forma diminuindo o custo das obras’’, ressalta Costa.
  Ele também comemora a redução de 0,5% da taxa SELIC, que deve aumentar a disposição das pessoas para investir em imóveis. ‘‘Quando as taxas de juros caem, é melhor investir em imóvel do que deixar o dinheiro parado’’, finaliza.

mockup