Simbal, maior indústria do País, planeja crescer até 20% ao ano
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de maio de 1997
Carina Paccola 
de Londrina
Maior indústria de móveis do País, a Simbal Sociedade Industrial Móveis, de Arapongas, teve um acréscimo de 160% na produção e no faturamento nos últimos três anos. Em 1996, a empresa faturou R$ 63,5 milhões, com um lucro líquido de R$ 3,46 milhões. Esse crescimento obtido nos últimos anos elevou o número de empregos gerados pela empresa. Em 1994, 557 pessoas trabalhavam na Simbal. Um ano depois, a empresa empregava 666 funcionários. Hoje, há 993 trabalhadores.
A Simbal quer crescer mais. A meta é aumentar em 20% ao ano o faturamento e a produção. Para isso, a empresa investe em profissionalização da mão-de-obra e em equipamentos que agreguem tecnologia aos processos produtivos, segundo a gerente de marketing da Simbal, Maria Luzia Romera Milani. A fábrica também está sendo ampliada e há planos para novas obras.
A Simbal tem duas divisões de produção. Na linha de produtos acabados, fabrica-se colchões, estofados, estantes, racks e móveis. A Simbal fabrica ainda couro sintético, da marca Couro Rios, espuma, poliuretano (plástico) e grampos industriais. De tudo o que produz, 98% são vendidos em todo o País, com exceção do nordeste. Os 2% restantes vão para o Mercosul, América Central e Europa.
De acordo com Maria Luzia, com o Plano Real houve um aumento do poder aquisitivo das classes D e E, que passaram a ter acesso a bens e serviços que até então estavam fora de sua relação de consumo. Com a inflação baixa, os prazos de pagamento foram dilatados o que ampliou o mercado nacional.
Foi um impacto positivo na ponta do consumo. Em contrapartida, analisa Maria Luzia, com o Plano Real as empresas tiveram que se conscientizar da nova realidade econômica e sofrer adaptações. Ou seja, agregar as taxas de juros corrretas aos produtos.
Se o Brasil quiser aumentar a exportação - avalia - as empresas precisam modernizar seus processos produtivos, implantar programas de marketing direcionados ao mercado internacional, ter preços competitivos e qualidade de serviços e produtos. Para que o País entre num novo ciclo econômico, o governo deve incentivar o setor produtivo, facilitando a importação de equipamentos que incorporem novas tecnologias aos produtos nacionais, diz a empresária.RAIO X
Setor: Móveis
Faturamento
- em 96: R$ 63,5 milhões
- Previsão para 97: Não fornecida.
Lucro líquido: R$ 3,46 milhões
Funcionários: 993


