A facilidade de reunir em um só lugar lojas dos mais variados tipos, praça de alimentação, estacionamento e segurança faz dos shopping centers um ponto obrigatório nesta época de final de ano. Apostando na preferência dos consumidores, os shoppings de Curitiba se lançam em campanhas natalinas para abocanhar, cada qual, uma fatia maior do mercado.
A guerra, longe de ser maléfica, traz ao consumidor mais opções de compra - especialmente depois da inauguração do Crystal Plaza e do Curitiba, totalizando 330 novas lojas - e, de quebra, a chance de ganhar prêmios (veja matéria nas páginas 8 e 9).
O Mueller aposta em seu conhecimento, moldado durante 13 anos, sobre hábitos de consumo do curitibano. ‘‘As pessoas preferem comprar em lugares já conhecidos, onde elas sabem que vão encontrar o que estão procurando’’, garante o gerente de marketing do shopping, Marcos Villanova de Castro. A expectativa dos lojistas é que o movimento e o faturamento cresçam de 6 a 12 % em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento do movimento se verifica também em shoppings menores, como o Champagnat, onde circulam basicamente os moradores dos bairros próximos. Segundo a superintendente do shopping, Vergínia Luíza Macedo, a média de 3,5 mil frequentadores por dia passa para 5,6 mil na época do Natal. ‘‘De um ano para o outro registramos um aumento de 30% na circulação de pessoas no Natal’’, completa Vergínia.
Como a estabilidade da moeda empurra os brasileiros cada vez mais às compras, não é de se espantar que tanto dinheiro seja investido em novos empreendimentos comerciais. Só no Crystal foram US$ 40 milhões, e o faturamento esperado no primeiro ano é de US$ 80 milhões.
Já o Shopping Itália espera um movimento 10% superior ao Natal do ano passado, e para isso está concentrando seus esforços em folders distribuídos nos hotéis próximos e em propaganda em TV e outdoors.

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