O feriado da Sexta-Feira Santa foi marcado por trabalho para os prestadores de serviços da 52ª ExpoLondrina. Apesar de ser uma data importante para os cristãos, ontem muitos não tiveram escolha e passaram o dia longe das tradicionais celebrações que lembram a crucificação e morte de Jesus Cristo. Ao invés disso, atenderam clientes, cuidaram dos animais e estiveram envolvidos com suas obrigações profissionais.
A expositora da Sabores da Região Neuza Maria Valério, de Arapongas, lamentou não poder passar o dia com a família e de não ir à igreja. "Sou católica e considero a Sexta-Feira Santa uma data abençoada. Sempre tive o hábito de participar da procissão e de assistir ao teatro da Paixão de Cristo, mas este ano não teve jeito. Já é o terceiro ano que passo trabalhando neste feriado e sempre sinto que está faltando alguma coisa", afirmou. Mas, segundo ela, não abriu mão de fazer suas orações ."Sempre que o movimento diminui procuro ficar em silêncio e rezar", comentou.
Nas refeições ela também não comeu carne vermelha, seguindo a orientação da Igreja Católica de abster-se do consumo deste alimento neste dia como forma de penitência.
O tratador Gildeglan da Silva, de Uberaba (MG), também não comeu carne em respeito à data. "Comi sardinha e salada", contou. O tratador Edvaldo Gonçalves da Silva, de Itaquerai (MS), destacou que "não é fácil passar essas datas longe de casa". De família católica, ele sempre teve o hábito de participar das celebrações da Sexta-Feira Santa. "Há seis meses comecei a viajar para trabalhar. Ainda não estou adaptado. Fiquei feliz ao saber que terá uma apresentação do teatro da Paixão de Cristo hoje (ontem) à noite na Expo. Vou dar um jeito de assistir", disse. O grupo do Centro Social Urbano da Vila Portuguesa levou a encenação pela primeira vez ao Parque Ney Braga.
Enquanto algumas pessoas passaram o feriado santo na Expo Londrina por obrigação, outras estiveram no local em busca de lazer. É o caso da psicóloga Analu Menck Esquezaro e do marido, o recepcionista Edman Rodrigo. Eles decidiram levar o filho Rafael, de um ano e sete meses, pela primeira vez ao parque de Exposições. "Foi o único dia que encontramos para trazê-lo. Mas foi uma boa escolha, pois o movimento está tranquilo e o clima bem familiar", falou Analu, ressaltando que a família é católica e que já haviam participado de uma celebração religiosa e não comeram carne, conforme manda a tradição.

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