Não é novidade para todos que o cuidado com as plantas gera diversos tipos de benefícios para a natureza. O fato pouco conhecido pela população em geral é que as atividades de jardinagem também resultam em enormes benefícios para o ser humano.
Conceitos como respeito, paciência, cuidado, observação, entre outros, são despertados e consolidados entre aqueles que costumam utilizar parte de suas horas de lazer para lidar com a natureza.
''Dentro desse espaço artificial que é a cidade, as árvores são nosso elo com a natureza. O acompanhamento do crescer, o cuidar, tudo isso cria um sentimento de tolerância no ser humano, e tira um pouco do nosso egoísmo'', explica o empresário Pablo Melo, coordenador da ONG RG da Árvore - que atua em Londrina, Maringá e Presidente Prudente (SP). ''Para as crianças é uma maravilha, ajuda a entender o ciclo das coisas. Acho importante conhecer o mundo que já existia antes de a gente nascer''.
A combinação do cuidado com a natureza e a vontade de transformar o espaço urbano num meio de convivência e aprendizado levou a médica Dora Grimaldi, de Londrina, a lançar um projeto que prevê o plantio de flores em volta do Lago Igapó II.
Todo domingo, às 10 da manhã, ela vem se reunindo com outros voluntários em frente ao Iate Clube para ajudar a ''verdejar a cidade''.''Quanto mais adeptos, melhor, sozinho a gente não faz nada. Para participar, é só comparecer com sua muda de beijinho ou maria-sem-vergonha''.
Segundo a médica, a idéia é ampliar a iniciativa. ''A gente quer a participação dos empresários para elaborar e implantar um projeto paisagístico no lago. Assim, cada morador poderia ajudar a cuidar do parque. No futuro, queremos trazer as escolas para cá, realizar caminhadas musicais, enfim, dar corpo a esse sonho''.
Sobre o cuidado com a natureza, o biólogo Eduardo Panachão, membro da ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE), alerta que deve ser uma atitude contínua do cidadão. ''Muitas vezes a pessoa pensa no plantio, mas não é plantar e ir embora. Principalmente agora, no frio, é difícil a planta se desenvolver sozinha e muitas morrem'', afirmou. ''Por isso, temos de nos responsabilizar por elas e regá-las regularmente, tirar as ervas daninhas que ficam no pé das mudas e colocar estaca durante o crescimento quando necessário''.
O secretário de Meio Ambiente, Gérson da Silva, e a promotora de Meio Ambiente, Solange Vicentin, também incentivam a participação do cidadão na preservação ambiental. Eles orientam a população a procurar informações na Sema antes de iniciar um plantio voluntário para receber dicas sobre espécies adequadas e os cuidados necessários para o bom desenvolvimento das plantas.

''Gostaria de saber por que a maioria dos municípios não têm programa de reciclagem? Existem bons exemplos de usinas de reciclagem no Paraná? Como meu município poderia ter uma?''
Luiz Pontes - Roncador - Pr


O procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias do Meio Ambiente, responde:

Os municípios têm programas de reciclagem insuficientes e atingem, de forma geral, apenas 10% do volume gerado. Isso acorre porque não adotam programas de compostagem dos resíduos orgânicos, o que fatalmente os obrigaria a separar o material orgânico do reciclável. Quando há mistura do lixo, ele simplesmente vai para o aterro e o reciclável se torna contaminado. A partir deste ano, os municípios foram obrigados a fazer a compostagem e reciclagem no prazo de 12 meses, sob pena de responder a ações judiciais. Bituruna é exemplo de município que gerencia bem seus resíduos: 100% dos recicláveis e dos orgânicos são tratados corretamente. Quanto a Roncador, é necessário que o município atenda a nova legislação, obtendo, antes de tudo, as licenças junto ao órgão ambiental.

(Mande sua dúvida sobre meio ambiente para [email protected])



Serviço
Para saber mais sobre o assunto, acesse ou/e contate:
www.rgdaarvore.net
www.plantarum.com.br
www.ongmae.blogspot.com
www.londrina.pr.gov.br/ambiente
[email protected] (Dra. Dora Grimaldi)

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