Uma das maiores conquistas do final do século passado foi a tomada de consciência sobre a questão ambiental. A percepção do impacto causado pelas sociedades sobre a natureza vem alterando culturas e a forma do ser humano se relacionar com o meio ambiente.
A antiga visão de que a natureza era ampla o suficiente para assimilar, sem danos, todo o volume de detritos gerados pela sociedade moderna, veio abaixo com a descoberta das consequências perversas para o planeta: contaminação do ar, da água e dos solos; alterações no clima e nas paisagens; ameaças à biodiversidade; aquecimento global; catástrofes naturais e outros eventos.
''A crise ambiental é a crise do nosso tempo'', sintetiza o pensador mexicano Enrique Leff, uma das referências mundiais em ecologia e desenvolvimento sustentado - expressões criadas para traduzir um relacionamento mais harmônico entre o desenvolvimento econômico e a conservação do planeta.
A partir da revolução ambiental, que gerou encontros de líderes mundiais (Rio/92) e uma nova ordem ambiental (Protocolos de Montreal e de Kioto), a maioria dos países passou a se preocupar com a redução da emissão de gás carbônico e outros gases poluentes.
Com isso, a busca por matrizes energéticas mais limpas e renováveis recebeu grande impulso. O etanol brasileiro, fabricado a partir da cana de açúcar, vem sendo considerada uma das alternativas mais promissoras para abastecer a frota mundial de veículos.
A mudança de paradigma ambiental, porém, não se restringe a ações governamentais e de longo prazo. Alterações em hábitos pessoais, familiares ou sociais, podem contribuir em muito com a melhoria da qualidade do planeta.
Ações como a reciclagem de lixo e destinação correta dos detritos residenciais, por exemplo, ajudam a diminuir o volume de objetos depositados nos aterros e aumentam sua vida útil - determinados tipos de metais e plásticos levam de 200 a 500 anos para se decompor. A adoção de aparelhos e veículos mais econômicos também contribui para reduzir a demanda de energia e a emissão de gases poluentes.
Para abordar essa nova cultura ambiental, de forma educativa e em linguagem cotidiana, a FOLHA DE LONDRINA passa a publicar, semanalmente, reportagens especiais sobre meio ambiente. Sua participação é fundamental: envie suas dúvidas a respeito do assunto para o e-mail [email protected] e a FOLHA ajudará a esclarecê-la com a explicação dos melhores especialistas do Paraná.

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