A 51ª ExpoLondrina acontece em um momento muito favorável para a economia do País e, de modo especial, para o agronegócio. A avaliação é do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Gustavo Andrade e Lopes, que define a combinação de fatores como ‘‘sinergia’’.
  Lopes cita que nos últimos 12 meses o Brasil vem batendo recordes nas exportações, os preços das commodities estão elevados e os produtores se recuperam de alguns anos difíceis vividos pelo campo na década passada.
  Além disso, o presidente da Rural entende que o Poder Executivo em todos os níveis (federal, estadual e municipal) está focado no desenvolvimento, independentemente de questões partidárias, com prioridade para o setor de infraestrutura. ‘‘Tudo conspira para o desenvolvimento do País. A responsabilidade na condução da economia nas diversas esferas traz maior segurança para os investidores’’, afirma. Para ele, outro fator importante é a maior integração que se verifica entre as universidades e a iniciativa privada.
  Lopes afirma que a estabilidade político-administrativa do país gera um ambiente de otimismo entre os produtores, o que não pode ser motivo para comodismo. ‘‘Não podemos relaxar no trabalho, na dedicação, no comprometimento com a família, com os negócios, com a terra e com seu povo’’, justifica.
‘Assumir’ o Paraná
  O presidente da Sociedade Rural acredita que o momento também é oportuno para que ‘‘os paranaenses assumam o Estado’’ como uma unidade da federação com vida própria. Para ele, chegou a hora de parar com a comparação de que as regiões norte e noroeste se identificam mais com São Paulo e Minas Gerais, que o centro-sul, oeste e sudoeste têm predominância gaúcha ou que a região de Curitiba tem influência européia. ‘‘Esse conceito acabou. Todos somos paranaenses, independentemente da região ou da origem’’, afirma Lopes.
  Essa nova forma de encarar o Estado, como opina, ‘‘faz renascer um espírito de colaboração maior não apenas nos negócios, mas também em termos de governo e de solidariedade’’. (E.A.)

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