Não há desenvolvimento industrial sem a segurança de uma boa infra-estrutura, especialmente energia. E nisto o Paraná sempre foi bem servido. Apenas um exemplo: de 1972, quando realmente se intensificou a instalação de indústrias no Estado - especialmente com a criação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) -, a potência instalada pela Copel evoluiu de 441 MW para 3.305 MW, no ano passado. Para se ter uma idéia da necessidade, dados da Companhia Paranaense de Energia revelam que o número de indústrias passou de 3.800, em 1972, para 7.400 já no ano seguinte.
‘‘O planejamento da Copel sempre previu a entrada dessas cargas. Nunca faltou energia. Pelo contrário, o Estado sempre teve energia disponível’’, afirma o analista de mercado da empresa Manuel Vicente de Castro. São 16 usinas hidrelétricas e uma termelétrica. Neste ano, em fevereiro, entrou em operação comercial a primeira máquina da Usina de Salto Caxias, com 310 MW. As demais três máquinas deverão operar até o final do ano.
Os principais consumidores de energia ainda são os fabricantes de produtos alimentícios - pelo alto número de consumidores, uma tradição do Estado - e o setor de papel/papelão/celulose, por ser eletrointensivo. (M.K.)

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