Setor cresce mais em Londrina
Marcos Holzmann, diretor da Teixeira Holzmann, diz enxergar em Londrina um mercado muito crítico e sólido. Segundo ele, enquanto o mercado imobiliário nacional cresce na razão de 10% ao ano, em Londrina esse índice fica entre 20% e 30%.
O londrinense tem um dos maiores índices de poupança do País, e quando ele encontra um produto que julga atraente, não tem dúvidas em investir. Outro dado é o grau de instrução da população local, que é um dos maiores do País. Com isso aumenta a capacidade de julgar um bom produto e analisar a relação custo-benefício, avalia Holzmann, que dirige empreendimentos em cinco Estados.
Ele revela que desde o primeiro condomínio horizontal lançado pela empresa, em 1996, as expectativas de comercialização vêm sendo superadas. O que mais vejo no mercado de Londrina é consistência. Se você tiver um bom produto com bom preço, consegue colocar no mercado.
Analisando dados disponíveis em um site alemão que controla a quantidade de prédios com mais de 12 pavimentos em cada cidade do mundo, o empresário concluiu que Londrina é, proporcionalmente, a 8ªcidade mais verticalizada do mundo.
À nossa frente estão Camboriú (SC), que se caracteriza como cidade moradia, e Vitória (ES), que não conta mais com espaço para crescer horizontalmente nos limites da ilha.
Holzmann ressalta o dinamismo do londrinense, que incorpora mudanças com grande rapidez. E o melhor exemplo disso é o crescimento vertiginoso da Zona Sul e a boa aceitação dos condomínios horizontais.
Observa, porém, que o alto grau de verticalização da cidade nunca vai permitir que ela equilibre o número de moradias verticais com as moradias horizontais.
Nos últimos 14 anos a empresa já lançou oito empreendimentos em Londrina, o que resulta em torno de 1,9 mil unidades de terrenos, com índices de ocupação entre 50% e 60%. Para 2011 estão previstos mais quatro empreendimentos na cidade, sendo um de alto padrão. (S.L.)





