Serviço de água tem qualidade reconhecida
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segunda-feira, 08 de novembro de 2010
Eli Araujo<br>Reportagem Local 
O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) é responsável pela distribuição da água tratada e coleta na rede de esgoto em Ibiporã. O serviço, que serve de referência para outros municípios, abastece 100% da cidade e atende a 97% dos estabelecimentos comerciais e residenciais com a rede de esgoto, o que é considerado um dos melhores índices entre as cidades brasileiras. A gente recebe visitas de caravanas de diversas prefeituras do Brasil que querem ver de perto como o serviço funciona para ser adotado em suas cidades, afirma o diretor presidente do Samae, Antonio Nadir Bigati.
O Samae atualmente emprega 100 funcionários que trabalham desde a captação, tratamento e distribuição da água a 16.600 pontos de Ibiporã e parte da zona rural. A taxa cobrada para um consumo de até 10 mil metros cúbicos é de R$ 12,10; de 10 a 30 metros, sobe para R$ 2,80 o metro, e acima de 30, R$ 3,40 por metro. A cobrança da taxa de esgoto corresponde a 60% do valor cobrado no consumo de água.
A água que abastece Ibiporã é captada no Ribeirão Jacutinga, que fica a 4 quilômetros da estação de tratamento. A potência máxima de captação é de 3 mil litros por segundo e o reservatório tem capacidade para armazenar 15 mil metros cúbicos de água. São captados 348 mil metros cúbicos por mês, o dá uma média de quase 10 mil metros cúbicos por dia.
A partir de março do ano que vem, a cidade de Ibiporã será abastecida também com água do Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce subterrânea do planeta. O aquífero, que se localiza em quatro países da América Latina, tem sua maior área no Brasil. A profundidade do aquífero em relação à superfície é variável e, neste sentido, Ibiporã é privilegiada, variando entre 500 a 600 metros. Dois poços já foram perfurados para abastecer o município.
Histórico
O sistema de abastecimento de água era muito precário em Ibiporã nas duas primeiras décadas de emancipação do município. A água que chegava à população era em quantidade insuficiente e de baixa qualidade. Para resolver o problema, foi criado o Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto por uma lei municipal aprovada no dia 6 de setembro de 1968.
O sistema foi construído com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pago em prestações semestrais com os recursos provenientes da cobrança da tarifa junto à comunidade durante 16 anos.
O Samae obteve certificação internacional ISO 9001:2000 de qualidade pela prestação do serviço.


