O nome ‘‘Ayrton Senna’’ dado à fábrica Volkswagen/Audi, em São José dos Pinhais, não foi escolhido por acaso. Senna e a Audi tiveram uma história em comum, que fez parte da trajetória do piloto brasileiro com maior destaque na Fórmula 1. ‘‘Ayrton Senna personifica o espírito de esportividade e arrojo da Audi’’, avalia Nikolaus Feil, diretor da VW/Audi.
A montadora foi durante alguns anos uma das patrocinadoras de Senna nessa categoria automobilística. Mas o relacionamento não se limitava apenas dentro da pista. Feil acredita que, por causa de sua identificação com a marca, Ayrton Senna procurou a Audi na Alemanha com o objetivo de representar a marca no Brasil. Em outubro de 1993, foi fechado o contrato e já no ano seguinte iniciou-se a importação e distribuição da marca no mercado brasileiro.
Com isso, os primeiros automóveis da marca Audi chegaram ao Brasil em 1994, trazidos pela Senna Import, hoje distribuidora oficial da marca no País. Hoje, o representante dos automóveis no Brasil é o irmão do piloto, Leonardo Senna, que assumiu os negócios com a morte de Senna, num acidente na Itália.
Três anos depois de estar operando no mercado brasileiro, a Audi do Brasil abriu um escritório no País, iniciando oficialmente as operações no Brasil, em julho de 1997. Neste ano, em conjunto com a Volkswagen, anunciou investimento no Brasil, com a construção da fábrica em São José dos Pinhais, no Paraná.
A sede da Audi do Brasil está localizada na cidade de São Paulo. E atualmente são 33 concessionárias em cerca de 27 cidades brasileiras, nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Além disso, a montadora está presente em mais de 90 países, entre europeus e asiáticos e também no Canadá e nos Estados Unidos. Ao todo, a empresa fatura mais de US$ 700 milhões por ano.
Entre as marcas que operam com modelo luxo, a Audi é a mais vendida no Brasil. No último levantamento da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), a empresa superou as tradicionais Mercedes Benz e BMW.
Para a Audi, o Brasil representa um mercado promissor, não só por ter a maior economia industrial da América Latina, mas por ser a porta para a empresa no Mercosul. A companhia iniciou suas atividades no País por acreditar que a proximidade com o consumidor permite identificar melhor suas necessidades e reagir em curto prazo. ‘‘A entrada no Brasil significou mais um passo da Audi em seu processo de globalização, permitindo a continuidade de seu crescimento e aumento da competitividade’’, diz Nikolaus Feil.

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